SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O procedimento seguido pelo presidente Lula (PT) será apresentado nesta quinta-feira (12/12) e é considerado uma estratégia inovadora e eficaz para reduzir o risco de novos sangramentos em casos de pacientes com hematoma subdural crônico.
O presidente está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após passar por uma cirurgia de emergência após a descoberta de hemorragia intracraniana na terça-feira (10). A conclusão do novo procedimento foi confirmada em boletim médico divulgado na tarde desta quarta-feira (12/11).
A embolização das artérias meníngeas – que irrigam as meninges, membranas que recobrem o sistema nervoso central – tem como objetivo interromper o fluxo sanguíneo em uma região do cérebro.
Um estudo publicado no mês passado na revista científica New England of Medicine mostra que a recorrência de sangramento em pacientes submetidos a cirurgias como a de Lula foi de 9%, enquanto entre os operados e depois embolizados foi de 3%. Pesquisas anteriores mostraram diferenças ainda maiores – de 11% a 3%.
Segundo neurologistas, embora o tratamento clássico recebido pelo presidente seja eficaz, o fato de ele já apresentar fatores de risco adicionais, como idade e agenda lotada de viagens aéreas, faz com que as chances de sangramento sejam maiores, o que justifica a embolização.
“Nos casos em que a recorrência [do sangramento] Pode acontecer por fatores de risco, optamos pela embolização. Há evidências científicas suficientes para apoiar essa decisão”, afirma a neurocirurgiã Ana Gandolfi, coordenadora do setor de emergência neurocirúrgica da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Segundo o neurocirurgião Luiz Severo, em geral, esse procedimento é indicado para pacientes que foram submetidos a cirurgia e que tiveram recorrência do sangramento. “Mas estamos falando do Presidente da República. Então, esse conjunto de estratégias se justifica para evitar uma nova cirurgia e todas as complicações”.
Gandolfi explica que o novo procedimento é considerado de baixo risco e não aumenta o tempo de recuperação de Lula.
“É um pouco como um cateterismo. Mas em vez de chegar ao coração, fazemos um cateterismo para chegar às artérias meníngeas. É um procedimento endovascular, você coloca um cateter dentro da artéria. É menos invasivo, não tem tribunal.”
Em situações normais, explica o médico, são recomendadas 24 horas de descanso. “Como o presidente já está internado e o plano é ficar uma semana, então não vai mudar muita coisa nesse sentido”.
O neurocirurgião reforça ainda que a embolização não tem relação com a cirurgia realizada por Lula para drenar o sangramento.
“Às vezes as pessoas dizem: ‘a cirurgia deu errado?’ Não é isso. A cirurgia pode ter sido ótima, mas você faz a embolização para tentar diminuir a chance de recidiva, que sabemos ser relativamente alta”.
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No SUS, o procedimento tem sido oferecido em protocolos de pesquisa. Também não é oferecido pelos planos de saúde porque não consta na lista de procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
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