Fogachos na menopausa sinalizam maior risco cardiovascular, indica estudo – Jornal Estado de Minas

Fogachos na menopausa sinalizam maior risco cardiovascular, indica estudo – Jornal Estado de Minas



As famosas “ondas de calor” — como são chamadas as ondas de calor sentidas durante a menopausa — podem ser mais do que um simples desconforto e sinalizar um risco maior de doenças cardiovasculares. É o que mostra um estudo recente, publicado no “Journal of the American Heart Association”.

Os sintomas vasomotores da menopausa, que incluem ondas de calor e suores noturnos, nada mais são do que uma resposta automática do sistema nervoso autônomo à percepção de uma mudança de temperatura.

Nesta fase da vida há instabilidade no centro termorregulador porque a sensação térmica é regulada num núcleo do sistema nervoso central rico em receptores de estrogénio. Com a queda desse hormônio, há uma sinalização errônea da temperatura ambiente — o corpo ativa mecanismos de vasodilatação e sudorese para promover a perda de calor e o resfriamento do corpo.

Esses sintomas têm sido associados como fator de risco cardiovascular, mas seu papel ainda não foi totalmente explicado. “A literatura sobre a relação entre ondas de calor e função endotelial ainda apresenta limitações, mas sabe-se que o endotélio [camada que reveste internamente os vasos sanguíneos] é sensível ao estrogênio. O dano e a disfunção endotelial desempenham um papel importante como evento desencadeador da aterosclerose”, explica a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Parte do risco cardiovascular após a menopausa tem sido atribuída à perda da função endotelial que ocorre nesta fase e está provavelmente ligada à redução do estrogénio.

No novo estudo, pesquisadores da Suécia avaliaram 2.995 mulheres com idades entre 50 e 64 anos, participantes do “Swedish CardioPulmonary bioImage Study”. Eles responderam questionários sobre a frequência e intensidade das “ondas de calor” que sentiam. Além disso, foram submetidos a exames de imagem como angiotomografia coronariana, ultrassonografia de carótida e avaliação do escore de cálcio, que mede a calcificação coronariana.

Entre os participantes, 14,2% apresentaram sintomas graves, 18,1% moderados e 67,7% leves ou ausentes. Aquelas que relataram ondas de calor mais intensas e que duraram cinco anos após a última menstruação tiveram maior associação com aterosclerose em exames de imagem. E quanto mais intenso ou prolongado, mais evidente é o comprometimento da saúde vascular.

O risco de morte por doença cardiovascular em mulheres aumenta após a menopausa. “Os resultados evidenciam a necessidade de valorizar estes sintomas, sendo necessário questioná-los em cada consulta, considerando-os como fatores de risco cardiovascular”, afirma o cardiologista. “Isso pode contribuir para uma investigação diagnóstica mais detalhada e para a implementação de terapias adequadas, contribuindo para a prevenção de problemas de saúde nesta fase.”

Os sintomas experimentados dependem de vários fatores, incluindo estilo de vida e genética. Portanto, nem todas as mulheres sentem os mesmos desconfortos. As ondas de calor geralmente duram, em média, sete anos, geralmente começando na pré-menopausa e atingindo seu pico por volta da última menstruação. Eles geralmente duram cerca de quatro anos, mas alguns podem experimentá-los após os 65 anos.

A reposição hormonal é uma aliada

Embora não seja indicada para prevenção de eventos cardiovasculares, a terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento padrão para alívio dos sintomas, sendo altamente eficaz na redução das ondas de calor.
Sabe-se também que o estrogênio atua restaurando a função endotelial. Além disso, a TRH pode ajudar a melhorar a qualidade de vida, com menor impacto no sono, maior resistência física e menor irritabilidade.

Porém, nem todas as mulheres podem se submeter a este tratamento. As contraindicações se aplicam a quem tem histórico de câncer de mama ou neoplasias dependentes de estrogênio, histórico de trombose ou doença cardiovascular, entre outros. Nestes casos, é possível optar por medicamentos não hormonais, conforme orientação médica.

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