Uma mudança na reclassificação do índice de massa corporal (IMC) pode aumentar o envolvimento e a motivação dos pacientes com obesidade durante o tratamento. É o que revela a pesquisa inédita “Percepções sobre uma nova classificação de IMC”, que é apresentada hoje (28) no Congresso Internacional de Obesidade 2024, em São Paulo. Amanhã (29), último dia do evento, haverá cerimônia de premiação e cerimônia de encerramento.
A apresentação dos dados da pesquisa acontece durante o simpósio “Obesidade controlada: uma proposta da Abeso/SBEM baseada na trajetória do peso”. O Congresso Internacional de Obesidade conta com mais de 122 aulas programadas, uma programação científica abrangente e diversificada, 56 palestrantes internacionais e 118 palestrantes brasileiros do mais alto nível científico.
Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), 82% dos brasileiros consideram a nova classificação útil para mudar a percepção sobre o tratamento da doença. Além disso, 74% acreditam que ajudaria a melhorar a autoestima, pois a perda de peso necessária para considerar a obesidade “controlada” seria mais viável.
A nova classificação da obesidade, sugerida pela Abeso em parceria com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), propõe que as metas do tratamento não sejam mais baseadas no cálculo do IMC, mas no percentual de perda de peso de cada paciente. , aderindo aos termos “obesidade reduzida” ou “obesidade controlada”, de acordo com o percentual de peso perdido, que pode variar de 5% a 15%, ou mais. Nesta classificação, o foco está no peso máximo alcançado na vida MWAL (Maximum Weight Attained in Life).
A proposta de reclassificar pacientes em tratamento para obesidade surgiu após especialistas alertarem que uma perda de peso modesta, geralmente acima de 5%, já traz benefícios significativos à saúde, mesmo que o IMC final ainda indique obesidade, ou seja, acima de 30 (kg/m2).
Resultados principais
Para 66% dos participantes, esta nova abordagem incentivaria a busca por tratamentos e 63% se sentiriam mais encorajados a manter o tratamento.
A maioria dos entrevistados (74%) apoia a adoção da nova classificação nos tratamentos da obesidade, vendo-a como uma forma de tornar mais realistas as metas de perda de peso, reduzindo o preconceito dos profissionais de saúde. Na verdade, 77% acreditam que a nova classificação ajudaria a estabelecer metas mais realistas e 69% acham que poderia reduzir o preconceito dos profissionais de saúde contra as pessoas com obesidade.
A maioria dos entrevistados (72%) afirma ter certeza do peso máximo que já alcançou na vida. No entanto, quase dois terços dos participantes nunca foram questionados pelos profissionais de saúde sobre este peso máximo.
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Em termos de tentativas de perda de peso, quase todos os entrevistados já fizeram tentativas para perder peso, sendo que pelo menos 60% afirmaram ter tentado “muitas vezes”. a perda nas tentativas foi menor que o esperado, com 61% considerando o valor perdido pequeno ou insuficiente.
Apesar dos resultados positivos, ainda existem desafios a serem enfrentados. Uma parcela significativa dos entrevistados (40%) nunca procurou ajuda médica para perder peso. Estes dados destacam a importância de campanhas de sensibilização e apoio mais eficazes.
Para Bruno Halpern, presidente da Abeso e endocrinologista responsável por apresentar a pesquisa no ICO 2024, a nova classificação pode mudar a forma como pacientes e profissionais de saúde veem a obesidade. “Focar na melhoria da saúde através de perdas modestas de peso é uma estratégia mais realista e sustentável”, diz ele.
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