O prazo para nove sites suspenderem a venda de 48 marcas de whey protein suspeitas de adulteração termina nesta sexta-feira (6). A determinação foi feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, após estudo de 2022 da Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri).
Segundo a entidade, as marcas envolvidas não entregam a quantidade de proteína declarada em seus rótulos e que os produtos adulterados contêm amino spiking – “processo que consiste em fraudar (manipular) a fórmula de um produto à base de proteína, acrescentando baixo teor de proteína. aminoácidos de qualidade. custo para aumentar o valor total do nitrogênio” -, descreve a agência.
Além de constituir uma proteína, os aminoácidos podem ser extraídos separadamente de outras proteínas e outras matérias-primas, sendo adicionados ao whey protein, aumentando a quantidade total de proteína do produto.
Dos 124 produtos analisados, 39% apresentam sinais de “amino spiking”, de quase metade das empresas (49%) e metade (50%) das marcas avaliadas.
Riscos
Na reportagem, a nutricionista esportiva Alessandra Paula Nunes e a consultora clínica e de nutrição esportiva do Estúdio Fly, Carmen Zita Pinto Coelho, comentaram sobre os riscos que o amino spiking representa para o consumidor.
“Infelizmente, a fraude do whey não é algo incomum de se ver e é muito comum na nutrição esportiva. Os fabricantes utilizam esse recurso fraudulento para baixar o preço do produto, com aminoácidos que, na maioria das vezes, não acrescentam nada na síntese proteica”, destacou Alessandra Paula.
Carmen Zita destaca como o consumo deste produto pode causar efeitos colaterais devido à adulteração. “Se a proteína contida nos suplementos não for a lactoalbumina (que é o whey, ou seja, whey protein), ela pode ser de baixo valor biológico, ou seja, com aminoácidos não essenciais, ou mesmo estar em quantidade inferior à necessária por lei. Neste caso, o consumidor estaria consumindo menos proteína do que o pretendido e, portanto, não teria os efeitos desejados. Se a adulteração estiver relacionada à presença de substâncias não informadas no rótulo, há risco de reações alérgicas, por exemplo, se a proteína for de soja para quem sofre de alergias, ou mesmo para quem está em tratamento quimioterápico.”
Outro risco, como cita Alessandra, é a presença de carboidratos na adulteração. “Existem muitos Wheys que são fraudulentos com carboidratos. Então para um paciente diabético – pessoa que tem uma descompensação glicêmica – ele consome um produto sem saber que ele contém muitos carboidratos em sua composição. Assim, ela pode apresentar complicações graves de saúde e queixas de desconforto gástrico. Tenho pacientes que tomam whey, que apresentam esses sintomas e observam que não tem nada na fórmula, mas sentem os efeitos”, revela.
Posicionamento
Diante da pesquisa da Abenutri publicada neste relatório, o Grupo Supley, cujos produtos Max Titanium estão na lista publicada, entrou em contato com a reportagem para se posicionar. “O Grupo Supley repudia veementemente a reprovação dos produtos whey protein, proveniente da Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), que, mais uma vez, mente e propaga desinformação”, afirmou em nota.
O grupo afirma que a pesquisa da Abenutri está sendo questionada na Justiça. Segundo a empresa, o tribunal reconheceu as inconsistências metodológicas nos relatórios e ordenou que a associação se retratasse publicamente.
“Os produtos do Grupo Supley são avaliados rotineiramente pela empresa e pela Anvisa, que é responsável por esse tipo de análise e fiscalização. O Tribunal também entende que os produtos do Grupo Supley estão em conformidade no que diz respeito à rotulagem, ingredientes e quantidades especificadas em seus produtos”, destaca a empresa.
Confira a nota completa do Grupo Supley:
“O Grupo Supley repudia veementemente a reprovação aos produtos whey protein que tiveram como fonte a Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) que, mais uma vez, mente e propaga desinformação. com decisão que reconheceu as inconsistências metodológicas dos relatórios e, no dia 8, condenou a Abenutri à retratação pública.
Os produtos do Grupo Supley são avaliados rotineiramente pela empresa e pela Anvisa, que é responsável por esse tipo de análise e fiscalização. O Tribunal também entende que os produtos do Grupo Supley estão em conformidade com a rotulagem, ingredientes e quantidades especificadas em seus produtos.
Mais uma vez, a Abenutri utiliza informações falsas para trazer instabilidade ao mercado, desinformação e medo entre os consumidores. A Associação adota postura polêmica, com histórico de avaliações que não seguem os padrões técnico-científicos estabelecidos pela Anvisa, órgão regulador.”
Questionada sobre as suspeitas de adulteração, bem como a determinação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) respondeu ao Estado de Minas que “Anvisa e Senacon têm responsabilidades diferentes. Não cabe à agência avaliar ou comentar a atuação de outro órgão”.
O espaço continua aberto para que outras empresas presentes na lista se posicionem.
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