Comissão de Orçamento aprova crédito extra de R$ 3,7 bilhões no Orçamento de 2024; a maior parte para Saúde – Notícias


29/05/2024 – 12h07

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Parte do dinheiro irá para cuidados básicos de saúde

A Comissão Mista de Orçamento aprovado créditos suplementares ao Orçamento de 2024 no valor de R$ 3,7 bilhões (PLNs 24/09 e 24/13). O maior crédito, de R$ 2,8 bilhões (PLN 13/24), utiliza o superávit financeiro da União em 2023 e recursos de emendas de comissões permanentes da Câmara e do Senado para aumentar recursos para a área da Saúde. Os projetos seguem agora para o Plenário do Congresso Nacional.

Segundo o governo, os recursos destinados à saúde serão utilizados:

  • pela Fundação Nacional de Saúde para apoiar a implantação, ampliação e melhoria dos sistemas públicos de abastecimento de água em municípios com até 50 mil habitantes;
  • pelo Fundo Nacional de Saúde, para aumentar temporariamente o custo dos cuidados hospitalares e ambulatoriais e dos cuidados de saúde primários.

Um valor menor, de R$ 6,1 milhões, será utilizado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas para implementar infraestrutura de segurança hídrica.

Mudança
O governo explicou ainda que as ações que estão sendo canceladas em cerca de 20 áreas diferentes não sofrerão prejuízo na sua execução porque as dotações foram aprovadas pelas comissões da Câmara e do Senado. Portanto, não faziam parte da programação regular das organizações.

Avaliações
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), presidente da Comissão de Educação da Câmara, apresentou emenda para anular o remanejamento proposto no projeto porque retirou todos os recursos da comissão, cerca de R$ 180 milhões. Mas o relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), não acatou a sugestão, afirmando que mudaria o objetivo do remanejamento.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) também se posicionou contra a aprovação do projeto. “Quem vai definir para onde vai esse dinheiro? Com que critérios esse dinheiro será usado?” É o dinheiro do orçamento secreto, aquele que ninguém conhece… Você pode até saber onde vai parar depois. Mas ninguém sabe quais foram os critérios e o que foi usado ”, criticou o deputado.

A favor
O deputado Duarte Gonçalves Jr (Republicanos-MG) defendeu as propostas. “É autonomia do Executivo realocar ou não os recursos. Nós, deputados, só precisamos entender se vamos votar ou não”, argumentou.

“Temos órgãos de controle. Se esse dinheiro for mal aplicado, nosso papel é monitorar e denunciar e fazer as pessoas pagarem por isso. Mas prevemos que o dinheiro da saúde não será bem aplicado e, por isso, não votamos o projeto apresentado hoje, para mim estaríamos fazendo um desfavor ao Brasil”, acrescentou Gonçalves Jr.

Fundos de desenvolvimento regional
O segundo crédito, de R$ 873,5 milhões (PLN 24/09), informado pelo deputado Átila Lins (PSD-AM), será utilizado por fundos de desenvolvimento da Amazônia e do Centro-Oeste. Esses fundos financiam projetos de expansão do setor produtivo.

A maior parte do dinheiro sairá excedente financeiro da União em 2023. Um valor menor será obtido com o cancelamento de despesas, como obras do Ministério dos Transportes.

Outro órgão beneficiado é o Ministério da Cultura, com recursos para custear acordos de cooperação com a UNESCO e a Organização dos Estados Ibero-Americanos; além de despesas administrativas da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

O projeto cobre ainda despesas administrativas dos seguintes órgãos:

  • Presidência da República,
  • Vice-presidência,
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública,
  • Ministério de Minas e Energia,
  • Ministério da Saúde,
  • Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos,
  • Ministério dos Esportes e
  • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Relatório – Silvia Mugnatto
Edição – Natalia Doederlein



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