Em despedida do TSE, Moraes cobra regulamentação das redes sociais



BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em sua última sessão como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Alexandre de Moraes disse nesta quarta-feira (29) que ajudou a quebrar o que chamou de “cultura da impunidade nas redes sociais” por meio de resoluções e decisões contra publicações feitas nas redes sociais. as plataformas.

Ele voltou, mais uma vez, a defender a regulamentação das redes sociais, e disse que isso deve ser feito não só no âmbito do TSE, mas também do STF (Supremo Tribunal Federal) e de outros Poderes. “Votar com consciência e liberdade exige combater a instrumentalização das redes sociais”, disse Moraes, em seu discurso de despedida.

Ele disse que as instituições brasileiras têm que reagir ao que ele chama de “novo populismo extremista” propagado nas redes sociais. “Não é possível aos poderes públicos aceitarem essa continuidade sem uma regulamentação mínima. O que não é possível na vida real não pode ser possível no mundo virtual”, afirmou Moraes.

Na próxima segunda-feira (3), Moraes transferirá a presidência para a ministra Cármen Lúcia, que comandará o TSE nas eleições municipais deste ano. Ele também deixará a Justiça Eleitoral, e sua cadeira será ocupada pelo ministro do STF, André Mendonça. Ele ouviu discursos de homenagem nesta quarta-feira de Cármen, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de advogados.

O ministro disse que, nas eleições de 2022, num “momento gravíssimo da história brasileira”, Moraes foi “a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa”. “O Brasil passou por um momento de sério comprometimento com a sociedade, no conflito que foi imposto e instaurado contra o TSE, contra as urnas eletrônicas”, disse o ministro, sem citar nomes, mas numa referência aos ataques antidemocráticos de ex- o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

“Naquele momento era fundamental que houvesse ação tal como aconteceu, e que não seria diferente o que se espera de Vossa Excelência”, disse Cármen. Gonet destacou as decisões que retiraram publicações nas redes sociais cujo conteúdo era considerado desinformação.

Após exibir um vídeo que resumiu os principais discursos de Moraes como presidente do TSE, o ministro foi aplaudido de pé pelos presentes. Moraes assumiu a presidência do tribunal em agosto de 2022, na sucessão de Edson Fachin, e comandou a corte eleitoral durante as eleições presidenciais do mesmo ano.

Na sua última sessão, o ministro votou num caso relacionado com fraude na cota de género nas eleições, cujo julgamento foi suspenso e não foi encerrado. O processo trata de supostas irregularidades praticadas pelos republicanos em Granjeiro (CE) em 2020. Moraes votou por entender que houve fraude. Moraes disse que o combate a esse tipo de problema é uma de suas marcas à frente do TSE.



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