Arthur Lira obtém o que o governo não fez com planos de saúde



Anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o acordo que suspendeu a onda de cancelamentos provocada pelos planos de saúde chama a atenção pela sua forma unilateral e até surpreendente. Até ontem, não havia nenhum sinal de que seriam tomadas medidas mais drásticas para resolver o drama que tem afligido milhares de consumidores desde a semana passada. A trégua obtida pelo chefe da Casa Parlamentar é a prova de que a política é capaz de construir consensos em meio às adversidades. O Congresso deu uma resposta que nem o governo federal nem a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deram. No Executivo federal, o movimento mais relevante partiu da Secretaria Nacional do Consumidor, que notificou 20 operadoras de saúde e exigiu explicações. Só isso. O acordo entre Lira e as operadoras ocorre em um contexto turbulento na Câmara. Um pedido de instalação da CPI dos Planos de Saúde, organizado pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) já conta com mais de 270 assinaturas. A expectativa é reunir mais de 300 participantes. Não é novidade que a saúde suplementar se tornou um tema delicado no Congresso. Desde o fim do quadro de tributação, em vigor desde 2022 com a Lei 14.454, as operadoras são obrigadas a financiar tratamentos não previstos pela ANS. Tal como acontece com os cancelamentos, a sustentabilidade financeira dos planos é o pano de fundo da discussão.

Coincidências

Ao mesmo tempo em que o Congresso Nacional derrubava o veto do presidente Lula ao fim das “saídas”, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, contrário à proibição da libertação de presos, estava a poucos metros do plenário. Esteve participando, no Salão Negro, do lançamento do livro “Impeachment à brasileira”, de Luiz Fernando Bandeira de Mello.

Estresse digital

Profundamente conhecedor do setor público federal, um leitor da coluna fica surpreso com o que chama de “desgoverno digital” – seja no nível federal ou local. Precisando obter informações para repassar à Receita Federal, ele relata primeiramente a extrema dificuldade para obter reconhecimento facial no gov.br.

Melhor não dizer isso

Como não teve acesso ao portal do governo federal, recorreu à Justiça Eleitoral. Ao ir pessoalmente a um cartório eleitoral da região central de Brasília, foi surpreendido quando o servidor lhe perguntou se ele era “cis” ou “trans”. Sem entender a pergunta, o cidadão perguntou do que se tratava. Ele ouviu do servidor a explicação de que o TSE inclui, no caderno eleitoral, opções trans e cisgêneros. Para evitar maiores explicações, o cidadão preferiu dizer “não sei”. Apesar do revés, ele finalmente obteve a informação que procurava.

Falta de conexão

Os percalços não pararam por aí. Como especialista em tributação, o leitor fica indignado com a cobrança da Taxa de Funcionamento do Estabelecimento, com vencimento em maio. A taxa, explica a fonte, justifica-se para a obtenção de um serviço, como a emissão de passaporte. “Existir um imposto é uma absoluta falta de ligação”, protesta o contribuinte.

Civilidade

O presidente Lula foi convidado para a posse dos ministros Cármen Lúcia e Nunes Marques, na próxima segunda-feira, como presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Se fosse há menos de dois anos, o encontro entre o chefe do Executivo e a liderança da Justiça Eleitoral seria motivo de tensão institucional.

Notícias falsas para sempre

A decisão dos parlamentares de manter o veto à criminalização de quem dissemina notícias falsas durante o período eleitoral mostra a resistência do Congresso em regulamentar o tema. A derrubada do projeto de lei elaborado por Orlando Silva e os recentes episódios de divulgação de informações falsas na tragédia gaúcha deveriam ser motivos suficientes para regular a questão. Mas os interesses eleitorais e financeiros falam mais alto neste momento. (Carlos Alexandre/interino)



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