Veto de Lula a cronograma de emendas é mantido pelo Congresso



O Congresso Nacional manteve o veto do presidente Lula (PT) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), após o Executivo acertar com os parlamentares um calendário próprio para o pagamento das emendas parlamentares.

A votação na sessão desta terça-feira (28/5) representa uma vitória do governo petista, que temia o restabelecimento do calendário de pagamentos. Caso tivesse sido derrubado, esse dispositivo teria ampliado o poder do Legislativo sobre o tema, já que hoje não há um calendário definido para execução desse valor.

As emendas parlamentares são o principal mecanismo pelo qual deputados e senadores destinam recursos aos seus redutos, ganhando capital político eleitoral.

Historicamente, os governos utilizam a liberação desses valores como moeda de troca nas negociações com o Congresso. É comum que haja um grande volume desses repasses às vésperas de votações de interesse do Palácio do Planalto, por exemplo.

O acordo que resultou na votação desta terça-feira foi alcançado no dia 9, com a última sessão do Congresso já em curso. O veto não foi votado naquela data porque os líderes disseram que era necessário informar os demais membros da liderança das duas Casas sobre os itens do acordo.

Cronograma acordado

Segundo políticos que participaram das negociações, o novo cronograma prevê o pagamento de 55% das alterações especiais de repasse (quando os recursos vão direto para os cofres da prefeitura, sem necessidade de projeto pré-aprovado) até o dia 30 de junho – limite às restrições eleitorais, devido às eleições de Outubro.

Além disso, o acordo também prevê o pagamento, até a mesma data, de 100% das emendas da comissão de saúde para deputados e de 100% das emendas da bancada de saúde para senadores.

O Planalto também se comprometeu a pagar 85% das alterações tributárias para deputados e senadores na área de saúde e 83% dos impostos na área de assistência social.

A divulgação de emendas é criticada desde o início do terceiro mandato de Lula, mas antes das eleições municipais há maior pressão dos parlamentares por recursos. Governantes, porém, dizem que as reclamações se devem ao apetite insaciável de deputados e senadores por emendas.

No dia 16 deste mês, o Executivo autorizou o maior pagamento de emendas parlamentares do ano, totalizando R$ 7,5 bilhões. Esta liberação estava em conformidade com o cronograma de pagamento de alterações acordado.



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