Levantamento aponta crescimento da população de rua em São Paulo


Levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua revela aumento no número de pessoas que vivem nessas condições na capital paulista do ano passado para este ano. Segundo o grupo, vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2023, a cidade contava com 64,8 mil pessoas que se declararam nessa situação no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico). Este ano, o número chegou a 76,6 mil.

O CadÚnico reúne beneficiários de políticas sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), e serve como indicador de populações vulneráveis ​​para quantificar as transferências do governo federal aos municípios. Segundo levantamento do observatório, o cadastro registra aumento no número de moradores de rua em todo o Brasil, passando de 261,6 mil em 2023 para 293,8 mil este ano.

Segundo o coordenador do observatório, André Dias, o crescimento ocorre, em parte, pela falta de políticas voltadas para essa população. Dias afirma que falta “estruturação de políticas públicas voltadas especificamente para essa população historicamente vulnerável, como habitação, trabalho e educação”.

O professor destaca que, ao longo do último ano, aumentou o número de inscrições, que são a porta de acesso aos benefícios sociais. Este “fortalecimento da base de dados” também contribuiu para o aumento do número de pessoas registadas como sem-abrigo.

Controvérsia

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento de São Paulo contesta o levantamento do observatório e diz que o cadastro é “cumulativo e autodeclaratório, não retrata a realidade da cidade”.

A edição de 2021 do censo municipal da população em situação de rua, encomendado pela prefeitura de São Paulo, apontou que havia 31,8 mil pessoas dormindo nas calçadas ou abrigos da cidade. “Esta investigação resulta de um trabalho de campo detalhado, realizado por mais de 200 profissionais, e que permitiu que todas as pessoas que se enquadrassem na definição de população sem-abrigo fossem entrevistadas e/ou contadas, tanto em locais públicos como em centros do concelho”, acrescenta a secretaria.

A atualização do CadÚnico é de responsabilidade dos municípios, e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social afirma que vem melhorando o índice de atualização do sistema, que atingiu 78% em abril.

Em resposta aos argumentos da secretaria, André Dias afirma que “a base de dados que a prefeitura de São Paulo desacredita é alimentada mensalmente por agentes públicos da própria prefeitura”. “O CadÚnico é uma base de dados muito importante e muito séria. e dados regulares”, argumenta Dias.

Segundo o pesquisador, a falta de um censo nacional que conte a população em situação de rua torna o cadastro ainda mais relevante nesse sentido.

Serviço

Segundo a secretaria, a cidade de São Paulo possui “a maior rede de assistência social da América Latina, com mais de 25 mil locais de acolhimento para moradores de rua, distribuídos em centros de acolhimento, hotéis sociais, residências para adultos e reuniões de aldeias, entre outros”.

Além disso, a secretaria informa que disponibiliza 1.400 equipamentos com 220 mil espaços para aproximação, convívio e fortalecimento de vínculo com pessoas em situação de vulnerabilidade social.



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