Bolsonaro critica Lula após presidente apontar irresponsabilidade de Israel por mortes em Gaza


“Os narcoterroristas também ignoraram Lula”, disse o ex-presidente, relacionando a organização ao Fórum de São Paulo (FSP), formado por partidos de esquerda da América Latina. (Foto: Reprodução TV)

O ex-presidente Jair Bolsonaro criticou o atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva, pela postura adotada diante do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Durante evento em Guarulhos no sábado (25), o petista pediu solidariedade às mulheres e crianças “que morrem na Palestina por irresponsabilidade do governo israelense”.

“Não podemos ficar calados diante das aberrações. Não podemos deixar de ser solidários porque amanhã precisaremos de solidariedade”, disse o Presidente da República.

Em seu discurso em Guarulhos, Lula não mencionou a morte de Nisenbaum, mas já havia lamentado o ocorrido com o brasileiro nas redes sociais na sexta-feira, quando a notícia foi divulgada por Israel. “Tomei conhecimento, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e sua filha e sei o imenso amor que sua família tinha por ele. A minha solidariedade aos familiares e amigos do Michel”, escreveu o chefe do Executivo, também em X.

“O Brasil continuará lutando e continuaremos engajados nos esforços para a libertação de todos os reféns, para que possamos ter um cessar-fogo e a paz para o povo de Israel e da Palestina”, acrescentou o petista.

Brasil e Israel vivem uma crise diplomática desde que o presidente brasileiro comparou as ações do governo israelense na Faixa de Gaza ao genocídio perpetrado por Adolf Hitler que exterminou milhões de judeus. A postura de Lula é criticada pela oposição e por parte da comunidade judaica, que vê condescendência com o Hamas e falta de veemência nas críticas do presidente à organização terrorista.

Ainda nas redes sociais, Bolsonaro comparou o caso de Nisenbaum ao sequestro da senadora colombiana Ingrid Betancourt pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em 2002. “Os narcoterroristas também ignoraram Lula”, disse o ex-presidente, relacionando a organização ao Fórum de São Paulo (FSP), formado por partidos de esquerda da América Latina. As informações são do portal Terra.