06/04/2024 – 20:37
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência realizou debate
Ao falar sobre as políticas do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania para pessoas com deficiência na Câmara, o ministro Silvio Almeida relatou que uma das principais reivindicações das conferências estaduais e municipais da área era a criação de um fundo federativo de financiamento. Mantido pela União, estados e municípios, o fundo teria a finalidade de financiar ações voltadas a pessoas com deficiência.
Segundo explicou o ministro, no ano passado realizaram-se conferências municipais sobre os direitos das pessoas com deficiência. Os estaduais deste ano. De 4 a 17 de julho, a conferência nacional acontece em Brasília, com mais de 800 delegados escolhidos pelos participantes dos encontros nos estados e municípios.
Na opinião de Silvio Almeida, pensar o orçamento para este segmento da sociedade é fundamental para institucionalizar a política de direitos humanos do país, que deve ser responsabilidade do Estado para que ela se concretize. “Diante dos perigos, dos riscos que o nosso mundo reserva para todos nós, a única possibilidade que temos, portanto, de ter uma vida digna, uma vida segura, uma vida saudável, é se o Estado brasileiro se esforçar para cuidar das pessoas.”
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) propôs uma “articulação política” para que no orçamento da União de 2025 seja ampliada a dotação destinada às políticas para pessoas com deficiência. “A prioridade de uma política pública é diretamente proporcional ao investimento nela realizado. E não basta proclamarmos a importância da inclusão das pessoas com deficiência, se não materializarmos esta prioridade no orçamento público.”
Presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que realizou o debate, o deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG) informou que fará “um movimento conjunto de deputados” para garantir um “aumento significativo” no orçamento do Ministério dos Direitos Humanos no próximo ano.
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Rosângela Moro questionou a retomada da avaliação biopsicossocial
Vivendo sem Limites
Autora do pedido de realização da audiência, a deputada Rosangela Moro (União-SP) questionou Silvio Almeida sobre a retomada da avaliação biopsicossocial. Esse exame foi instituído pela Lei Brasileira de Inclusão de 2015, como condição para que pessoas com deficiência tenham acesso aos benefícios previstos na legislação, com o recebimento de um salário mínimo mensal.
Silvio Almeida explicou que a avaliação foi suspensa “há anos” pelo governo. Mas, conforme afirmou, um novo decreto com as regras para a retomada do procedimento será apresentado em julho, durante a conferência nacional sobre os direitos das pessoas com deficiência.
A avaliação é uma das 95 ações previstas para a fase inicial do plano Viver sem Limites, lançado pelo governo no final do ano passado, explicou o ministro.
Viver sem Limites, segundo Silvio Almeida, sinaliza o compromisso do governo federal com a universalidade de direitos para todos os cidadãos. O ministro sustentou que a consolidação de uma política de direitos humanos faz parte da construção de um projeto de país, inclusive do ponto de vista económico.
Entre as ações previstas no plano, Silvio Almeida destacou a implantação de 250 consultórios ginecológicos em unidades de saúde com equipamentos acessíveis e pessoal capacitado para atender mulheres com deficiência. Está também prevista a formação de 8.200 professores para a educação inclusiva, bem como a aquisição de mais 1.500 autocarros acessíveis para transporte escolar e a formação de 3.500 professores bilingues para pessoas surdas.
Reportagem -Maria Neves
Edição – Georgia Moraes
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