10/08/2024 – 17:46
Arquivo/Câmara dos Deputados
Rodrigo Valadares: “O episódio tem sido tratado pela Justiça com excessivo rigor”
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) leu, nesta terça-feira (8), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, parecer em que recomenda anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro 2023.
Um ver solicitação adiou a votação do assunto para a próxima semana.
Valadares recomenda, em seu texto, a aprovação de apegado. O texto prevê que serão anistiado. .
A medida beneficia, por exemplo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de incitação a atos em vídeo publicado nas redes sociais.
O texto também perdoa os crimes cometidos por extremistas insatisfeitos com o resultado das eleições de 2022 que vandalizaram os palácios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Planalto na tentativa de perturbar a ordem pública.
A anistia garante aos envolvidos:
• indulto pelos crimes previstos no Código Penal relacionados às manifestações;
• o cancelamento de multas aplicadas pelo Tribunal;
• manutenção dos direitos políticos;
• a revogação de medidas, definitivas ou não, que limitem a liberdade de expressão nos meios de comunicação social e nas redes sociais.
As medidas valem para todos que participaram de eventos anteriores ou posteriores ao dia 8 de janeiro, desde que mantenham correlação com os fatos.
Por fim, o substitutivo define como abuso de autoridade a instauração de procedimentos investigativos relativos a atos abrangidos pela anistia.
Rigor excessivo
Segundo Rodrigo Valadares, os acontecimentos de 8 de janeiro se deveram a um “sentimento de injustiça” entre muitos brasileiros após o segundo turno das eleições de 2022. “Grande parte dessa indignação se deveu ao fato de muitos vivenciarem pela primeira vez a derrota em uma disputa eleitoral, devido ao aumento do interesse da nossa população pela política, que passou a acompanhar as mais diversas discussões neste ambiente nos últimos anos”, afirmou o relator.
“Ressalte-se que aquelas pessoas que estiveram presentes nos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, não souberam manifestar seu desejo de liberdade e de defesa de uma democracia verdadeiramente representativa, catalisando de forma exacerbada sua indignação e causando danos à população pública. propriedade e ao património histórico e cultural através de um ‘efeito manada”, afirmou Valadares. O relator disse, porém, que o episódio tem sido tratado pelos tribunais com “excessivo rigor” e sem “critérios legalistas e garantistas”, apenas “em critérios ideologicamente punitivos”.
Segundo Valadares, a anistia “poderia contribuir para a possibilidade de devolver o Brasil a uma nova era. Um tempo de maturidade política, de convivência com os diferentes, de garantia da liberdade de expressão e de resgate da presunção de inocência no ordenamento jurídico brasileiro”.
Críticas ao projeto
A oposição, favorável ao projeto, foi quem fez o pedido de revisão, adiantando-se ao obstrução que seria realizada por deputados do governo. Antes de ler o parecer, esses parlamentares tentaram retirar o projeto da pauta.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que ocorreu uma “conspiração golpista” contra o Estado de Direito. “A dosimetria das penas pode ser contestada, mas não é disso que estamos aqui a falar. Aqui queremos apagar, fingir que não aconteceu um complô coordenado com figuras políticas para impedir o gozo da democracia”, argumentou.
Reportagem – Paula Moraes
Edição – Ana Chalub
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