12/02/2024 – 17:47
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Nunes Marques apontou riscos na adoção do modelo
Em audiência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, os debatedores defenderam a aprovação do Projeto de Lei 1.169/15, que dispõe sobre o voto impresso. O texto original permite ao órgão partidário nacional solicitar, no prazo de 48 horas após a divulgação oficial dos resultados finais das eleições, a recontagem dos votos tanto física como digitalmente.
O relator da proposta na CCJ, deputado José Medeiros (PL-MT), já apresentou texto propondo alterações. Na versão de Medeiros, a votação exclusivamente eletrônica é proibida e cada voto impresso deve ser retirado individualmente do repositório e lido atentamente em voz alta, sendo então apresentado pelo bancador para inspeção visual dos fiscais com posterior registro na urna. . Os votos deverão ser guardados em urna com selo assinado pelos participantes da apuração e preservados por um ano para possíveis recontagens.
Para José Medeiros, o objetivo é fortalecer o sistema eleitoral. “Isso não é fantasma, não é bicho-papão, vários países já usam. O objetivo não é voltar atrás, o objetivo é modernizar, trazer segurança e, acima de tudo, confiança, porque é muito importante que os nossos patronos, o povo, possam sentir confiança no nosso sistema. Nosso sistema é maravilhoso, mas pode ser muito melhor. Ele é maravilhoso em termos de tempo visual, tempo de resposta e velocidade. Mas surge a pergunta: é confiável? A população está satisfeita?” ele perguntou.
Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques afirmou que esse debate cabe ao Congresso, mas que há questões a serem resolvidas.
“Provavelmente será debatido se o tempo médio de votação será alterado, com a possível impressão do comprovante de voto. Será necessário ou não aumentar os postos de votação, as urnas, os mesários e os gastos com transporte, alimentação e insumos? Quanto será esse custo? A guarda e o transporte dos comprovantes de voto impressos exigirão mais recursos financeiros, humanos e institucionais? Este modelo é capaz de identificar, em caso de discrepância entre a contagem eletrônica imediata e a contagem de verificação manual, onde exatamente está a falha ou o erro? Existe risco de aumentar a judicialização?”, mencionou.
Nunes Marques destacou ainda que, com o exemplo das últimas eleições autárquicas, passados 22 anos, o sistema mostrou-se, mais uma vez, “à altura do desafio de determinar, com rigor e rapidez, a vontade do eleitorado brasileiro”.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Amilcar Brunazo Filho defendeu o voto impresso
Novas regras
O engenheiro especializado em segurança de dados e voto eletrônico Amilcar Brunazo Filho defendeu o voto impresso e disse que o papel de regulamentar as novas regras não deve ficar a cargo do TSE.
“Não adianta deixar a regulação da fiscalização eleitoral nas mãos do administrador eleitoral. Ele é o supervisionado, o auditado. Não adianta dizer que ele decidirá como será a contagem dos votos do público. Não adianta dizer que a contagem pública é de 100% dos votos, se ele vai dizer que a contagem é assim ou aquilo, porque, se houver diferença, o voto eletrônico contará. Pronto, acabou”, disse Amilcar Brunazo.
O desembargador Sebastião Coelho da Silva, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, também disse que não confia em quem “controla a máquina”. Defendeu que a contagem dos votos não pode ser feita por amostragem e que não podemos conviver de quatro em quatro anos com um debate sobre a lisura dos votos. Afirmou ainda que o TSE legisla mais sobre o tema do que o próprio Congresso Nacional.
O procurador de Mato Grosso do Sul Felipe Marcelo Gimenez considera que, hoje, apenas os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem a eleição, pois só eles sabem contar os votos.
Caso o projeto que estabelece o voto impresso passe pela CCJ, ainda precisará da aprovação do Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.
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Reportagem – Paula Moraes
Montagem – Roberto Seabra
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