Os parlamentares do chamado “gabinete compartilhado”, todos da base do Governo Lulaapresentou um pacote de ajustamento das contas públicas alternativo ao proposto pelo Ministro das Finanças, Fernando Haddad. O objetivo, dizem, é garantir direitos sociais, combater privilégios e “supersalários” e limitar incentivos fiscais.
São quatro projetos de lei, um complementar e dez emendas que tratam de temas como critérios para concessão de benefícios fiscais, teto salarial, regras de aposentadoria e previdência militar, isenção de Imposto de Renda, BPC e Fundeb.
O “gabinete compartilhado” é composto pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e deputados federais Camila Jara (PT-MS), Duarte Jr. (PSB-MA), Duda Salabert (PDT-MG), Pedro Campos (PSB-PE) e Tabata Amaral (PSB-SP).
Veja abaixo as propostas do grupo:
Supersalários
- O PL 4.839 de 2024 define que, nos casos de acumulação lícita de cargos públicos, o teto remuneratório constitucional deverá incidir sobre o somatório das remunerações, e não sobre cada remuneração individualmente, como entende o STF;
- O PL 4.835 de 2024 define a obrigatoriedade de compartilhamento de bases de dados, pela administração pública, para permitir a fiscalização do acúmulo ilegal de cargos e o recebimento de verbas remuneratórias acima do teto;
- uma emenda que o grupo apresentará à PEC dos supersalários visa limitar os recursos de compensação a até 10% do teto.
Militares
- O PL 4.841 de 2024 visa equiparar as regras previdenciárias e de rendimentos militares às regras do Regime Geral de Previdência Social;
- determina ainda que o aumento da contribuição padrão aumente para 14%, que haja diferença no tempo de contribuição dos oficiais e praças e que a idade mínima para ingresso na reserva seja de 55 anos para oficiais e 53 anos para homens alistados.
Imposto de Renda
- O PL 4.840 de 24 aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para 5 mil reais e, em contrapartida, estabelece o modelo mínimo de tributação para renda alta (quem ganha mais de 50 mil reais por mês), com escala menos conservadora que a do governo federal;
- a alíquota seria de 10% sobre a renda anual a partir de 600 mil reais, 16% sobre a renda anual a partir de 900 mil reais e 20% sobre a renda anual a partir de 1,2 milhão de reais.
Incentivos fiscais
- O projeto de lei complementar 227 de 2024 estabelece a necessidade de Lei Complementar específica para concessão do benefício, com prazo limite de 5 anos, e a obrigação de retorno social mensurável, bem como transparência quanto ao impacto orçamentário dos incentivos.
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- Os parlamentares prepararam seis emendas ao projeto de governo que tramita na Câmara que revertem a mudança no conceito de pessoa com deficiência feita pelo governo, criam critérios de avaliação biopsicossocial e libertam pequenos agricultores e povos e comunidades tradicionais das novas exigências de concessão do benefício;
- o grupo também quer garantir que não haja limitação de obtenção de BPC ou aposentadoria por pessoas da mesma família.
Fundeb
- Os parlamentares vão apresentar uma emenda supressiva para tentar barrar a mudança no uso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que consideram um corte no orçamento do Ministério da Educação.
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