Parlamentares do P20 defendem cotas de gênero para empoderamento político feminino – Notícias

Parlamentares do P20 defendem cotas de gênero para empoderamento político feminino – Notícias


11/06/2024 – 19:27

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Fabiana Martín, presidente do Parlamento do Mercosul

Parlamentares brasileiros e estrangeiros defenderam nesta quarta-feira (6) a implementação de leis de paridade de gênero para impulsionar o empoderamento político feminino.

Essa foi a principal linha de ação proposta pelos debatedores ao discutirem o tema “Mulheres no Poder: ampliando a representação feminina nos espaços de decisão”. O evento tratou da Carta de Alagoas, que prevê o aumento da participação das mulheres nas decisões políticas, o combate à crise climática e a promoção da igualdade econômica e produtiva.

O documento foi articulado no I Encontro de Mulheres Parlamentares do P20, em julho, em Maceió (AL), e estabelece recomendações que devem ser seguidas pelos Legislativos dos países membros do G20.

Para o Presidente do Parlamento

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Blanca Margarita Ovelar de Duarte, senadora do Paraguai e presidente do ParlAmericas

Na mesma direção de defender as cotas de gênero para ampliar os espaços políticos, falou a presidente do ParlAmericas, Blanca Margarita Ovelar de Duarte. “Eu não seria senadora no meu país, o Paraguai, se não fossem as cotas de gênero e, no meu país, não chegamos nem a 20% de representação, enquanto na América Latina temos 35% de participação feminina nas legislaturas “, disse ela.

“A equidade e o acesso ao poder ainda é uma utopia e deve ser uma utopia dinâmica que nos leve a continuar a lutar, porque ainda temos um longo caminho a percorrer”, sublinhou o responsável da organização internacional que reúne os parlamentos do inter- Sistema americano.

A parlamentar portuguesa Patrícia Faro, por sua vez, disse que a aplicação da lei da paridade em 2019 levou o país a obter um nível de 40% de paridade nos cargos políticos. “Deve haver medidas especiais, mesmo que temporárias, e ações positivas que sirvam para promover a igualdade, e essas medidas não devem ser consideradas atos discriminatórios”, disse.

A presidente do parlamento angolano, Carolina Cerqueira, também defendeu a igualdade. Informou que o parlamento angolano é composto por 87 deputadas, com 39,5% de representação feminina. “É crucial aprovar leis de paridade que introduzam quotas de género em cargos de nomeação política e administrativa, tanto a nível local como na liderança de grandes empresas estatais estratégicas”, afirmou.

“É igualmente essencial estabelecer mecanismos robustos para a implementação destas regras”, acrescentou.

A parlamentar angolana citou as listas de rotação, chamadas listas zebra, que permitem a alternância de género em cargos públicos.

Políticas brasileiras
A Procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada Soraya Santos (PL-RJ), destacou os resultados das políticas de igualdade de gênero nas últimas eleições municipais brasileiras.

“Nas eleições deste ano, embora a percentagem de autarcas eleitos tenha sido baixa, é de salientar que saíram cidades com menor densidade populacional e menores

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Soraya Santos, Advogada da Mulher na Câmara dos Deputados

Na mesma linha, a senadora professora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu “ações tangíveis” para promover a diversidade no Parlamento. “No Senado, hoje a Câmara não tem nenhuma mulher em sua representação. Esse é o desafio que nós, brasileiros, temos que enfrentar, já que somos mais de 50% da população”, afirmou.

Outras medidas de equidade
No Canadá, as mulheres ocupam 55% dos assentos no Senado e 30,6% na Câmara. Não existem quotas para a representação das mulheres nos partidos políticos e os senadores são nomeados pelo governador-geral por recomendação do primeiro-ministro.

A presidente do Senado do Canadá, Rayonde Gagné, informou que o Congresso canadense adotou uma série de medidas para promover a igualdade de gênero, incluindo licença maternidade de 12 meses e a permissão para deputadas levarem seus filhos ao trabalho.

Mesmo assim, ela reconheceu que é preciso avançar. “Ainda existem obstáculos que podem impedir as mulheres de participar nestes órgãos de decisão, considerando entre outros aspectos a cultura parlamentar e a violência de género contra as mulheres na política”, notou.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Montagem – Pierre Triboli



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