O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu o impeachment do prefeito eleito de Medina, no Vale do Jequitinhonha, Lucas Luterplan (MDB), de seu vice, Oseas Sousa Soares (MDB), conhecido como Doutor Juba, e também do primeiro suplente do PSB para a Câmara Municipal, Sérgio Silva Pereira.
São acusados de abuso de poder político e económico, compra de votos, movimentação ilícita de recursos de campanha, corrupção e fraude eleitoral. O MPMG pede ainda que os três fiquem inelegíveis por oito anos.
Segundo o MPMG, pertencente ao mesmo grupo político do atual prefeito Vavá (Republicanos), Luterplan, empresário da construção civil, obteve somas milionárias da atual gestão por meio de sucessivas contratações, pelo Executivo, de serviços de terraplenagem e obras públicas em geral.
Segundo a Ação Judicial de Investigação Eleitoral (Aije), o autarca e o vice-prefeito eleitos só obtiveram os 5.231 votos obtidos nas urnas porque “usaram e abusaram do poder económico e político, pelo menos desde o segundo semestre de 2023 até ao dia de eleição”.
Segundo o procurador eleitoral Uilian Carlos Barbosa de Carvalho, a diferença de 342 votos do Luterplan em relação ao segundo colocado, Doutor Marcelo (Republicanos), “é resultado de abuso de poder político e econômico, compra de votos, corrupção eleitoral e arrecadações ilícitas de campanha”. e despesas”.
Na denúncia, o Ministério Público afirma que o arguido chegou a atrasar transferências para o único hospital do concelho de Medina, onde trabalha o segundo classificado eleitoral, para o prejudicar. O atraso, segundo o MPMG, causou problemas no pagamento de plantões médicos e escassez de medicamentos e insumos médicos essenciais à manutenção da vida. “Nem mesmo o direito universal aos serviços públicos de saúde foi respeitado por eles”, afirmou o procurador.
Destruição de evidências
Na ação, o representante do MPMG acusa os candidatos eleitos de também atuarem para destruir provas de ilegalidades eleitorais cometidas durante a campanha.
Segundo as investigações, os políticos usaram a Secretaria Municipal de Saúde como instrumento para comprar votos, proporcionando bens e vantagens aos eleitores, por meio de privilégios em cirurgias, exames, receitas médicas, atendimentos, próteses dentárias e medicamentos. Uma clínica privada teria sido contratada, em ano eleitoral, para ajudar a viabilizar esses procedimentos.
A Secretaria Municipal de Transportes também teria sido utilizada por eles para compra de votos, por meio de transporte gratuito de trocos e lenha e doação de baldes de terra, entre outros serviços.
Também teriam utilizado a Secretaria Municipal de Assistência Social para obter votos ilegalmente, ao doar centenas de cestas básicas aos eleitores, nos três meses que antecederam a eleição.
“Parece que o espírito eleitoral fez com que eles se imbuíssem do ‘espírito de solidariedade’ e, assim, começaram a distribuir esses benefícios à medida que as eleições se aproximavam. Após a eleição, o espírito de solidariedade, ao que tudo indica, caiu vertiginosamente, segundo os números obtidos junto à Secretaria de Assistência Social”, afirma o procurador.
Brindes
A investigação afirma ainda que os políticos distribuíram presentes como forma de cooptar os jovens, muitos deles eleitores pela primeira vez. O abuso de poder ocorreria também através do uso da rede social do município para dar amplitude e alcance à campanha eleitoral dos candidatos, através da cessão ilegal de servidor público, através da promessa de dinheiro e emprego, através da realização de trabalhos eleitorais e por meio de inaugurações e eventos com a presença do prefeito e dos candidatos por ele apoiados.
Na ação, o MPMG também cita como abuso de poder político e econômico o desfile ilegal de máquinas pesadas de terraplenagem no contexto de carreata eleitoral, a propaganda eleitoral tardia, a apropriação simbólica de evento festivo do município, a utilização de serviços jurídicos contratação sem licitação, em benefício de candidatos apoiados pelo prefeito, utilização da assessoria jurídica do município para defesa de interesses de partidos e candidatos em ação eleitoral, entre outros.
O MPMG também cita como irregularidades a utilização de recursos e bens de pessoas jurídicas na campanha eleitoral e a omissão deliberada de despesas diversas em sua prestação de contas, a utilização de equipamentos públicos para coagir, intimidar e exigir apoio político e votos de funcionários efetivos, comissionados e contratados e a publicidade de obras públicas associando-as direta e expressamente ao candidato apoiado pelo autarca.
Nenhum dos acusados foi localizado pela reportagem para comentar as denúncias. O espaço permanece aberto para manifestações.
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