12/10/2024 – 13h20
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Wellington Dias dá entrevista na Câmara
O governo Lula anunciou nesta terça-feira (10), durante evento na Câmara dos Deputados, novas ações voltadas para pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA), doenças raras e outras neurodiversidades.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que as iniciativas serão lançadas assim que entrar em vigor a Política Nacional de Assistência, prevista no Projeto de Lei 5791/19.
“O Brasil ainda precisa de uma rede melhor e mais adequada, tanto para doenças raras quanto para autismo, para estar mais bem preparado para apoiar quem precisa de cuidados e suas famílias”, disse Wellington Dias em entrevista.
Explicou que o plano nacional de cuidados irá centrar-se sobretudo nas condições do ponto de vista social, “com foco nas famílias, preferencialmente com equipas de saúde e sociais a prestar cuidados domiciliários”.
Entre outros pontos, a Política Nacional de Assistência, aprovada pelo Congresso, prioriza o atendimento a pessoas com deficiência e idosos que necessitam de assistência, apoio ou auxílio para realizar atividades básicas do dia a dia.
Pesquisa sobre autismo
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou que uma rede de pesquisadores sobre TEA será lançada até fevereiro. “Não pouparemos esforços para garantir que seja implementado o mais rapidamente possível”, disse o ministro.
“A ideia é promover estudos científicos sobre o autismo que incluam diagnóstico e estimulação precoce, incluindo tratamento multidisciplinar, educação inclusiva, socialização e empregabilidade”, destacou Luciana Santos.
Na atual gestão, continuou ela, o ministério também investiu R$ 69 milhões em 28 pesquisas sobre doenças raras e R$ 72,5 milhões em laboratórios que desenvolvem tecnologias assistivas para pessoas com deficiência e TEA.
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Flávia Morais foi quem solicitou o debate
Os dois ministros participaram esta manhã de um seminário sobre políticas de saúde pública para TEA, doenças raras e outras neurodiversidades. O evento foi proposto pela deputada Flávia Morais (PDT-GO) e outros nove parlamentares.
“Este seminário é um momento de ouvir vários especialistas, que apresentarão as suas experiências e o que há de mais recente em relação ao autismo e às doenças raras, para que possamos avançar”, afirmou Flávia Morais na abertura do evento.
Estatísticas
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 2 milhões de pessoas com TEA no país. Por outro lado, embora sejam individualmente incomuns, estima-se que, no seu conjunto, as doenças raras afetem 13 milhões de pessoas.
A abertura do seminário contou ainda com a presença do presidente da Comissão de Saúde da Câmara, deputado Dr. Francisco (PT-PI); deputada Iza Arruda (MDB-PE), relatora de um subcomitê de TEA e doenças raras; e representantes dos Ministérios da Saúde; Educação; e Direitos Humanos e Cidadania.
Relatório – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
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