Inpe considera urgente PEC que reserva emendas parlamentares para catástrofes naturais – Notícias

Inpe considera urgente PEC que reserva emendas parlamentares para catástrofes naturais – Notícias


06/04/2024 – 18:54

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Gilvan de Oliveira (E) representou o Inpe em audiência da comissão que analisa a PEC

O vice-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilvan de Oliveira, considera urgente que os parlamentares aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 44/23, que reserva 5% das emendas orçamentárias parlamentares para o enfrentamento de catástrofes e emergências naturais. Nesta terça-feira (4) ele participou de audiência pública na comissão especial que analisa a PEC.

“O que esperamos, nos próximos anos e décadas, é um aumento na frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, ou seja, desastres naturais. Então, a PEC não é só necessária, é urgente, os dados estão mostrando isso”, disse.

Gilvan de Oliveira relacionou os desastres ambientais no país às mudanças climáticas, com o aumento das temperaturas. Segundo ele, os principais desastres naturais que ocorrem no Brasil são secas e estiagens, seguidos de enchentes e enchentes.

Prevenção
Professor de Direito Ambiental da Unisinos, Delton Carvalho destacou que mais de 25% das mortes por chuvas no Brasil nos últimos dez anos ocorreram em 2022. Segundo ele, os desastres podem ser mitigados pela capacidade de prevenção do país. Ele lembrou que, ao mesmo tempo em que os riscos aumentam, o orçamento federal para prevenção de desastres só diminui, como mostram dados do Tribunal de Contas da União (TCU).

“De 2014 a 2023, para gestão de risco de desastres, foram investidos R$ 15 bilhões – isso envolve pré e pós-desastre – em nosso país”, disse o professor. “Apenas 36% foram destinados à prevenção – o que corresponde a R$ 4 bilhões. Isto demonstra que estamos a apoiar iniciativas que são fundamentais pós-desastres muito mais do que iniciativas antecipatórias”, acrescentou.

Segundo Delton Carvalho, a legislação atual sobre desastres (Lei 12.340/10atualizado por Lei 14.601/23) já prioriza a prevenção e prevê que cabe ao governo federal apoiar estados e municípios no mapeamento de riscos e na criação e manutenção de cadastro de municípios críticos, mas esse sistema não foi devidamente implementado. Exemplo disso, destacou, é que apenas quatro municípios gaúchos estão neste cadastro, sendo 90% desses municípios afetados pelo recente desastre climático.

PEC necessária
Segundo o professor, os municípios críticos precisam ser mapeados e é preciso destinar recursos para isso. Por isso, considera a aprovação da PEC “absolutamente necessária”. No entanto, fez algumas sugestões ao texto, para que os recursos sejam destinados não só ao enfrentamento dos desastres, mas à prevenção, mitigação, preparação e resposta aos desastres, além da reconstrução dos municípios afetados.

Delton Carvalho sugeriu ainda que o trecho que prevê que os recursos retornem aos parlamentares no quarto ano do mandato legislatura se seu uso não fosse necessário. O professor alertou que a necessidade de recursos para a área é perene e pode ser destinada ao Fundo Nacional de Desastres Públicos, Proteção e Defesa Civil (Funcap). Ele acrescentou que o Funcap ainda precisa ser regulamentado.

Relator da proposta, o deputado Gilson Daniel (Pode-ES) já afirmou que irá modificar o texto original, de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS), para que os recursos sejam destinados também à prevenção de desastres.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Gilson Daniel, relator da PEC

Adaptação às mudanças climáticas
Assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e membro do Observatório do Clima, Alessandra Cardoso reiterou o subfinanciamento da agenda ambiental e climática no Brasil, citando, por exemplo, que 99% dos recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente são contingente. Ela também chamou a atenção para a baixa alocação hoje de emendas parlamentares à agenda ambiental e climática.

Na sua avaliação, a aprovação do PEC é outro instrumento que pode ser extremamente útil no financiamento do novo Plano Climático, que inclui uma Estratégia Nacional de Adaptação às alterações climáticas. Ela sugere que pelo menos 20% das alterações sejam atribuídas a esta estratégia.

O novo Plano Climático, que será apresentado em 2025, deverá ser o principal guia para o Brasil manter o ritmo de redução do desmatamento e a transição para uma economia de baixo carbono em direção à neutralidade climática. Segundo Alessandra, um passo posterior e mais ambicioso deverá ser a construção de um Sistema Único de Meio Ambiente e Clima.

Saiba mais sobre a tramitação das propostas de emenda à Constituição

Relatório – Lara Haje
Montagem – Pierre Triboli



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