BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu rever os repasses para promoção da cultura previstos na Lei Aldir Blanc e cortará R$ 1,3 bilhão em 2024, segundo três fontes governamentais ouvidas pela reportagem. A medida ainda deve ser incluída no pacote de contenção de custos do ministro Fernando Haddad (Finanças), com impacto também nos próximos anos.
Em breve deverá ser publicada uma MP (medida provisória) para formalizar a mudança, que já contribuiu para reduzir o tamanho do bloco adicional de despesas anunciado nesta sexta-feira (22/11).
O diagnóstico do Executivo é que os R$ 3 bilhões já transferidos para estados e municípios em 2023 por meio dessa lei tiveram baixa execução. Portanto, não faria sentido transferir mais R$ 3 bilhões este ano, como está previsto no Orçamento – principalmente num momento em que as contas do governo federal estão sob pressão.
Segundo um técnico do governo, a MP a ser editada por Lula manterá as despesas como obrigatórias, mas condicionará novos repasses à implementação de políticas por estados e municípios. O valor a ser economizado em 2025 ainda está em negociação.
Outro técnico destacou que haverá uma reestruturação do programa para “adaptá-lo à realidade fiscal”. Segundo este interlocutor, o programa não será extinto, mas “melhorado” através de uma “solução estruturante”.
A medida provavelmente enfrentará críticas, inclusive de dentro do governo. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou uma MP com o objetivo de adiar a transferência das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, ambas de promoção da cultura. Na época, a manobra foi adotada para abrir espaço para despesas e destravar emendas parlamentares.
A mudança foi criticada por partidos que se opuseram ao governo e agora apoiam Lula. Uma ação movida pela Rede Sustentabilidade foi ajuizada no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão da MP de Bolsonaro. As transferências acabaram sendo regularizadas em 2023, no governo Lula, e acomodadas no espaço fiscal extra concedido pela emenda constitucional aprovada na transição governamental.
A Lei Aldir Blanc foi aprovada em 2020 e previa repasse de R$ 3 bilhões para ajudar o setor cultural a enfrentar os impactos da pandemia da Covid-19. Uma segunda versão da lei foi aprovada em 2022, prevendo transferências de R$ 3 bilhões anualmente entre 2023 e 2027.
Este ano, o governo já havia comprometido R$ 2,77 bilhões, mas pouco mais de R$ 600 mil foram efetivamente pagos. O comprometimento é a primeira fase do gasto, quando o Executivo reserva o recurso para realizar a despesa. Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, parte desse esforço será cancelada.
O corte de R$ 1,3 bilhão já foi incorporado ao relatório de avaliação de receitas e despesas do 5º bimestre, divulgado na noite de sexta-feira (22/11). Técnicos dizem que a iniciativa foi o que permitiu um bloqueio menor nas despesas discricionárias. A contenção adicional foi de R$ 6 bilhões, mas seria maior sem a mudança na Lei Aldir Blanc.
Acompanhe nosso canal no WhatsApp e receba em primeira mão notícias relevantes para o seu dia
O documento apenas mencionou a mudança, sem detalhar valores. “A redução refere-se à revisão do cronograma de gastos, por parte do Ministério da Cultura, tendo em vista a iminente publicação de Medida Provisória que altera os termos da Política Nacional de Promoção da Cultura Aldir Blanc, conforme informado por meio do Ofício nº 36/ 2024/CGOFC/SPOA/GSE/GM/MinC, de 22 de novembro de 2024”, diz o relatório.
emprestimo do inss
empréstimo para consignados
simular um empréstimo consignado
simular empréstimo picpay
simular emprestimo picpay
como fazer emprestimo no picpay
emprestimo consignado no inss
blue emprestimo
simulação empréstimo picpay
emprestimo consignado simulação
inss empréstimos