A Prefeitura de Belo Horizonte encerra o mandato 2021-2024 com índice de quase 77% de Projetos de Lei (PL) aprovados na Câmara Municipal de BH. O levantamento realizado por Estado de Minas com dados abertos em Portal da Câmara atestam que das 104 propostas enviadas pelo Executivo, 80 tiveram aprovação positiva dos vereadores, enquanto apenas cinco foram bloqueadas (4,8%) – outros 19 projetos não tiveram sua tramitação concluída e foram retirados da pauta.
O índice de aprovação muda quando estratificamos os números em relação ao político que ocupou a cadeira principal na administração da capital mineira. O prefeito Fuad Noman (PSD), que tomou posse no final de março de 2022 com a renúncia de Alexandre Kalil (sem partido) para concorrer ao Governo de Minas, apresentou um total de 75 projetos até o final deste ano e conseguiu concretizar 63, uma taxa de aprovação de 84%.
Em conversa com o Estado de Minaso líder do governo e candidato a presidente da Câmara Municipal para o próximo biénio (2025-2026), Bruno Miranda (PDT) comemorou o sucesso da prefeitura numa legislatura que muitas vezes apresentou dificuldades de articulação.
“Terminamos os trabalhos com saldo positivo e a grande maioria dos projetos aprovados, entendendo sempre que a Câmara tem autonomia e legitimidade para poder rejeitar aqueles que a maioria decidir rejeitar. Mas os assuntos grandes, aqueles que são prioritários para a cidade, foram todos aprovados”, declarou o vereador.
Fuad também teve quatro projetos rejeitados nesta legislatura (5,4%) e outros oito projetos retirados de tramitação. Alguns desses textos seriam posteriormente aprovados em uma nova tentativa de articulação da prefeitura, como a política municipal de combate às mudanças climáticas apresentada pela primeira vez no PL 270/2022, rejeitado em junho de 2023 num contexto de dificuldades de diálogo com os vereadores. .
O vereador elenca esse processo como um dos mais complexos, citando também os projetos de subsídio às empresas de ônibus e a reforma administrativa como projetos desafiadores. Segundo o líder do governo, Fuad melhorou sua articulação nos últimos dois anos e encerrou a legislatura com um saldo muito positivo.
“O prefeito sempre foi uma pessoa muito fácil de interagir, mas obviamente melhorou seu relacionamento político nos últimos anos e acho que termina com um saldo positivo, inclusive eleitoralmente falando”, disse Bruno Miranda, ainda pregando cautela em seu relacionamento com os novos conselheiros que tomam posse no dia 1º de janeiro.
“Do lado do Executivo, a ideia é ter sempre uma relação de respeito e harmonia com o Legislativo, mas vamos dar um tempo para entender como isso vai se moldar com os novos vereadores”, destacou.
Adversidade
A conturbada relação de Fuad com a Câmara em 2023 acabou resultando em situações adversas. Em janeiro daquele ano, o prefeito enviou o PL 479, alterando uma alteração feita pelos vereadores na Lei Orçamentária que restringia a abertura de créditos suplementares a 10% do valor total do orçamento. A prefeitura queria aumentar essa alíquota para 15%, e o texto foi aprovado, porém, apenas em dezembro, quando não havia mais tempo para executar os recursos.
O resultado foi o veto do próprio prefeito ao próprio projeto, argumentando que a Câmara demorou a tramitar o assunto. “O efeito prático foi a impossibilidade de execução de despesas cujos recursos não estavam originalmente previstos no orçamento. O Poder Executivo dispunha de recursos suficientes para cobrir essas despesas, mas, por força da Constituição Federal, não poderia destinar os recursos sem a autorização legislativa proposta. Isso porque não houve margem autorizada para complementação, em decorrência da redução do limite de crédito suplementar”, argumentou o prefeito na época.
Outro projeto rejeitado foi a retomada da isenção de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para empresas de ônibus. O benefício havia sido derrubado pelo próprio legislador, ainda em 2022, no âmbito de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o contrato das empresas de ônibus.
Na última reunião ordinária da Câmara, o presidente Gabriel Azevedo (MDB), que deixará o cargo de vereador na virada do ano após concorrer a prefeito nas eleições de outubro, defendeu a independência do Legislativo em relação à prefeitura . “Não somos apoiadores do Poder Executivo. Os últimos dias mostram isso, aproveitamos para apreciar todos os projetos do Executivo, uns aprovados, outros rejeitados, e esta é a decisão soberana do plenário. A independência do Legislativo deve existir custe o que custar”, disse.
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Kalil não teve o mesmo sucesso durante a legislatura. Vale lembrar que, durante sua gestão, o antecessor de Fuad precisou concentrar seus esforços no combate à pandemia da Covid-19. O ex-prefeito apresentou 29 PLs, aprovou 17 (58,6%), teve apenas 1 rejeitado (3,4%), e retirou outros 11 da tramitação (38%) – a maioria eram textos relacionados ao reajuste de servidores em 2022, conduta proibida para aqueles que pretendiam disputar as eleições.
Dados da legislatura 2021-2024
- 104 projetos enviados pela Prefeitura
- 80 Projetos aprovados – 77%
- 5 projetos rejeitados – 4,8%
- 19 projetos retirados – 18,2%
Fuad Noman – Primeiro projeto enviado em 29 de março de 2022
- 75 Projetos enviados
- 63 projetos aprovados – 84%
- 4 projetos rejeitados – 5,4%
- 8 projetos retirados – 10,6%
Kalil – Primeiro projeto enviado em 23 de dezembro de 2020
- 29 Projetos enviados
- 17 projetos aprovados – 58,6%
- 1 projeto rejeitado – 3,4%
- 11 projetos retirados – 38%
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