19/11/2024 – 16:16
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Bohn Gass: plano é prova definitiva para concluir a investigação da tentativa de golpe após as eleições de 2022
Deputados do governo elogiaram a operação policial que prendeu cinco pessoas suspeitas de planejarem matar o presidente Lula antes de sua posse. Parlamentares da oposição questionaram a ação.
Nesta terça-feira (19), a Polícia Federal prendeu quatro militares e um policial federal que supostamente planejavam matar, em 2022, o já eleito presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Outro alvo da entidade seria o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A operação, batizada de Contragolpe, foi autorizada por Moraes.
Os suspeitos começaram a monitorar as autoridades em novembro de 2022, após reunião na casa do ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto. Entre as ideias do grupo estava envenenar Moraes e ‘neutralizar’ Lula e Alckmin, cogitando até a própria morte para cumprir a missão.
O deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que o plano de assassinato de Lula e Alckmin seria a prova definitiva para concluir a investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. “Não há mais dúvidas. A tentativa de golpe está comprovada e a prova está nas mãos da Polícia Federal.” Segundo ele, já se sabe quem, como e onde planejou a ação e quem a executaria. “Uma investigação perfeita precisa identificar o motivo do crime, Bolsonaro queria permanecer no poder a qualquer custo”, afirmou.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou a afirmação do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, de que pensar em matar alguém não seria crime. “Isso não é apenas um pensamento, já foi planejado. Simplesmente não houve execução, sabe-se lá por quê. Porque, pela pele dos nossos dentes, não tivemos realmente um golpe.”
Segundo o deputado Reimont (PT-RJ), as prisões desta terça-feira (19) demonstram que a vida de Lula corria grande risco. “Esse verbo não pode estar no passado. Ainda estamos em risco, a democracia ainda está em risco”, afirmou.
Para o deputado Luiz Couto (PT-PB), as prisões são um sinal claro de que é preciso ficar alerta. “A tentativa do nosso governo de silenciar vozes através da força e da morte é um desvio inaceitável das nossas práticas democráticas e dos valores que sustentam a nossa sociedade.”
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Bibo Nunes considerou “uma certa incompetência” realizar uma operação dois anos depois da “suposta tentativa de assassinato”
O deputado Airton Faleiro (PT-PA) afirmou que a operação expõe os limites da extrema direita. “Planejar matar o presidente e o vice-presidente eleitos e o ministro do Supremo Tribunal é um absurdo imperdoável”, disse ele. O deputado Paulão afirmou que há silêncio dos deputados de direita em relação à operação policial.
Segundo o deputado Guilherme Boulos (Psol-SP), nesta terça “caíram as máscaras” de quem questionou as ações após a eleição do presidente Lula da Silva. “Para aqueles que insistiram que o dia 8 de janeiro foi um piquenique de mulheres, era um absurdo falar sobre uma tentativa de golpe”, disse ele.
O deputado Sidney Leite (PSD-AM) afirmou que as investigações devem ser aprofundadas e os possíveis culpados punidos. “A democracia deve ser respeitada. Com violência não atenderemos as expectativas do povo brasileiro”, afirmou.
Conversa fiada
Porém, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) classificou a operação policial como “conversa fiada”. “A única coisa que o Brasil sabe e é verdade foi Adélio Bispo, que tentou matar o [ex]Presidente Bolsonaro.”
Segundo o deputado Luiz Lima (PL-RJ), o único presidente que sofreu tentativa de assassinato foi Bolsonaro. “Um país equilibrado e democrático abre investigações sobre qualquer pessoa”, disse, afirmando que a tentativa de assassinato do ex-presidente não teria sido suficientemente investigada.
O deputado Bibo Nunes (PL-RS) questionou o que chamou de “certa incompetência” da inteligência brasileira para realizar esta operação dois anos após a suposta tentativa de assassinato. Ele também questionou a qualificação dos atos de 8 de janeiro de 2023 como golpe. “Um golpe de Estado sem pelo menos um tanque na rua é muito difícil. Comigo ele errou, conspirou, quis matar, deve ser punido”, afirmou.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Georgia Moraes
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