Deputados aprovam medidas de proteção a juízes e integrantes do Ministério Público; texto ainda pode ser alterado – Notícias

Deputados aprovam medidas de proteção a juízes e integrantes do Ministério Público; texto ainda pode ser alterado – Notícias


12/04/2024 – 23:28

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Rubens Pereira Júnior, relator do projeto

A Câmara dos Deputados votou nesta quarta-feira (4) parte da alterações do Senado ao projeto que prevê medidas para garantir a proteção individual de juízes e membros do Ministério Público (PL 4015/23). 11 das 14 alterações foram rejeitadas. Os demais serão votados em data a definir.

O projeto também qualifica crimes de homicídio ou lesão corporal dolosa cometidos contra membros do Ministério Público ou do Judiciário em razão do exercício de sua função ou em decorrência dela.

No Código Penal, o homicídio qualificado prevê pena de isolamento dos 12 aos 30 anos, o que também poderá ser aplicado quando o crime for cometido contra cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade, até o terceiro grau, em razão dessa filiação com membros do Ministério Público ou do Poder Judiciário. Lesão intencional terá aumento de penalidade de 1/3 a 2/3 nas mesmas situações.

O texto também considera crime hediondo homicídio qualificado, lesões corporais gravíssimas e lesões seguidas de morte contra essas pessoas.

O relator da proposta, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), rejeitou todas as mudanças aprovadas no Senado que incluíam outras categorias no rol de autoridades cujo homicídio passou a ser considerado homicídio qualificado e crime hediondo. “O texto inicialmente aprovado pela Câmara contempla o possível acordo político sobre o assunto”, disse, ao justificar a decisão.

Pereira Júnior afirmou que o projeto nasceu da luta de associações de juízes e membros do Ministério Público, categorias que entraram no texto em votação no Plenário da Câmara. “Este projeto serve apenas para cumprir o acordo com o poder judiciário e com o Ministério Público”, explicou.

Outras categorias
Deputados de bases governistas e de oposição defenderam a inclusão de outras categorias na proposta. Segundo o deputado Jonas Donizette (PSB-SP), é justo aceitar as mudanças do Senado para incluir proteção aos funcionários judiciais. “Se há risco para o juiz e para o Ministério Público, não é menor para quem vai bater à porta e finalizar os actos da Justiça”, disse.

Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), os funcionários judiciais precisam ser lembrados. “Não podemos esquecer de uma categoria que está na base, na luta e na operacionalização da Justiça”.

O deputado Coronel Meira (PL-PE) afirmou que é um absurdo tratar desigualmente os funcionários da Justiça.

Segundo a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), a execução da juíza Patrícia Aciolli, morta em 2011 por policiais que ela julgava, deixou clara a necessidade de mudança jurídica. “É fundamental proteger o Poder Judiciário, mas ao lado dos magistrados, o Ministério Público, no fundo está a Defensoria Pública, estão os oficiais de Justiça”, disse.

Defensores públicos
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que, além dos servidores judiciais, profissionais da Defensoria Pública precisam fazer parte da proposta. “Os defensores entram em zonas de conflito entre facções criminosas, são muitas vezes ameaçados, defendem mulheres, crianças e idosos. Muitos defensores tiveram uma arma apontada à cara, com a vida ameaçada”, declarou.

O deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR) afirmou que não incluir o defensor no texto é uma injustiça contra a sociedade brasileira, que é defendida por este cidadão.

Porém, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Alberto Fraga (PL-DF), criticou o que chamou de “privilégio” para algumas categorias. “Os parlamentares são diferentes? E o catador de lixo? Não somos melhores que ninguém, mas não somos menos importantes que essas categorias”, afirmou, citando profissionais como conselheiros tutelares, que estão à margem do texto.

Segundo o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a sociedade brasileira está cansada de privilégios, mas “proteger a vida dos agentes públicos dignos é uma obrigação do Estado brasileiro”.

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Montagem – Pierre Triboli



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