Decisão do STF adia, novamente, votação sobre recuperação fiscal na ALMG

Decisão do STF adia, novamente, votação sobre recuperação fiscal na ALMG



A situação dos cofres mineiros no início da tarde desta quinta-feira (1/8), mais uma vez, teve seu destino condicionado por dois cenários, um em Belo Horizonte e outro em Brasília. Na capital paulista, os deputados se reuniram para votar em segundo turno a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) com um olho na contagem do quórum da Câmara e outro no Planalto Central. Na capital federal, uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode resultar no cancelamento de atividades dos parlamentares e foi justamente o que aconteceu.

O Projeto de Lei 1.202/2019, que trata da adesão do estado ao regime, foi aprovado em primeiro turno no início do mês passado e marcado para votação definitiva tendo em vista o iminente fim do período de suspensão do pagamento da dívida. Na ocasião, em 17 de julho, o Supremo decidiu prorrogar o prazo até 1º de agosto e as reuniões plenárias foram canceladas.

Desde o final de 2018, Minas está sujeito a uma decisão do STF que suspende o pagamento da dívida mineira com a União. O prazo já foi prorrogado em quatro ocasiões. Com isso, as parcelas da dívida que atualmente somam cerca de R$ 165 bilhões não são cobradas. Ontem, Nunes Marques prorrogou os efeitos da medida até 28 de agosto, atendendo ao pedido do governador Romeu Zema (Novo).

A decisão de Nunes Marques foi publicada por volta das 14h30 e foi recebida com alívio pelos parlamentares que não quiseram votar o PL 1.202/2019 em definitivo e com comemoração pelos servidores que acompanharam o início da reunião desde as galerias do plenário.

A nova prorrogação vai até a data em que o julgamento sobre o mérito da liminar será julgado no plenário da Corte. O governo do estado depende de decisões judiciais até que seja assinada uma alternativa de renegociação do contrato. Em abril, a liminar do ministro suspendeu o pagamento por 90 dias, até que fosse construída uma proposta alternativa ao plano de Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto por Zema.

Inicialmente, o Palácio Tiradentes pediu que a carência fosse prorrogada em duas datas: até que o Programa de Pagamento Integral da Dívida do Estado (Propag), proposto pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fosse regulamentado; ou até a data concedida de 28 de agosto.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (AGE-MG), a “prorrogação é questão crucial para evitar insegurança jurídica” e que há risco de “colapso do Estado de Minas Gerais” caso não seja concedido novo prazo até o o julgamento está finalizado. Sem alternativa, o governo afirma que teria que desembolsar R$ 8 bilhões em parcelas da dívida em 2024, e R$ 22 bilhões em 2025.

O governo Zema também havia solicitado audiência de conciliação e se comprometido a pagar parcelas da dívida como se tivesse aderido ao RRF em votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Sobre o assunto, Nunes Marques pediu ao Sindicato que se pronuncie no prazo de 10 dias.

O RRF tem sido a menina dos olhos do governo Zema desde o seu primeiro ano de mandato. A adaptação do Estado ao modelo implica uma série de medidas de austeridade fiscal, como a limitação dos investimentos estatais à taxa de inflação e reajustes salariais dos servidores limitados a duas parcelas de 3% durante os nove anos de vigência do regime.

A Propag de Pacheco surgiu como uma alternativa que inclui o refinanciamento da dívida estadual ao longo de 30 anos com medidas que reduzem o índice de juros e permitem reduzir o estoque da dívida com ações como a federalização dos ativos estaduais. Em Minas, o plano do senador inclui, por exemplo, a transferência da gestão de empresas como Cemig, Copasa e Codemig. A proposta foi apresentada e tramitará com urgência no Congresso. Para ser aprovado, deverá ser apreciado no Senado e na Câmara dos Deputados.

Governo agradece

Em nota divulgada à imprensa, o Governo de Minas agradeceu a ‘sensibilidade’ de Nunes Marques por ter prorrogado o prazo. O Executivo voltou a sublinhar que, sem a decisão, o Estado caminharia para o “colapso financeiro”, termo repetido por Zema e pelos seus organizadores políticos em declarações e entrevistas nos últimos meses.

“A decisão do ministro garante, momentaneamente, que Minas não entre em colapso financeiro, já que a prorrogação evita que o estado tenha que pagar R$ 8 bilhões, em 2024, e R$ 22 bilhões, em 2025, referentes a parte da dívida —atualmente avaliado em R$ 165 bilhões. A atual gestão do Governo de Minas reforça que continua realizando pagamentos de dívidas, referindo-se à adesão ao artigo 23, da Lei Complementar 178/2021. São pagos cerca de R$ 200 milhões por mês. Até o momento, Minas Gerais quitou R$ 6,7 bilhões referentes a essa dívida”, diz trecho do documento.

Os parlamentares também

Realizada na Assembleia desde 2019, a adesão ao RRF também é fonte de dor de cabeça para a base governamental, que tem dificuldades em reunir quórum para aprovar a impopular medida. A decisão de Nunes Marques foi, portanto, bem recebida devido à situação e oposição dentro da Câmara.

Em nota, o líder do governo na Assembleia, deputado João Magalhães (MDB), destacou a percepção de que o magistrado ofereceu aos parlamentares a oportunidade de terem mais tempo para discutir o assunto. “O novo prazo concedido pelo STF, até 28/08, representa um respiro e uma abertura para que não só a proposta que tramita no Senado avance, mas também para que haja mais diálogo entre todos os envolvidos. Continuamos atentos aos próximos passos neste tema, tão importante para Minas e para os demais estados da federação.”

O tom na gestão da ALMG não foi muito diferente. Em seu perfil no X, antigo Twitter, o presidente da Câmara, Tadeu Martins Leite (MDB), reforçou o sentimento de alívio e esperança no andamento da Propag no Congresso. “Mais um fôlego para tentarmos um caminho mais benéfico para o Estado. Com a prorrogação do prazo para pagamento da dívida de Minas com a União, suspendemos a votação do RRF na Assembleia. Agora, esperamos que a proposta do presidente Rodrigo Pacheco possa avançar no Senado.”

A declaração da oposição partiu do líder do bloco Democracia e Luta, Ulysses Gomes (PT). Também nas redes sociais, o parlamentar comemorou a suspensão da votação para adesão ao regime. “Nossa posição continua a mesma: o RRF não é alternativa para Minas Gerais! Continuaremos a lutar contra este projecto nefasto, que penaliza os nossos funcionários e que significa a falência do serviço público. Não ao RRF!”, escreveu ele.



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