20/12/2024 – 14h13
Antônio Cruz/Agência Brasil
Deputados e senadores promulgaram a nova emenda nesta sexta-feira
O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (20) a Emenda Constitucional 135, que traz diversas medidas para reduzir os gastos federais obrigatórios. Entre outros pontos, o texto reduz o público-alvo do abono salarial do PIS/Pasep.
Também limita a criação de receitas ligadas às despesas e permite ao governo reduzir os subsídios em geral para cumprir a meta fiscal.
A alteração tem origem em uma proposta (PEC 45/24, anexa à PEC 31/07) que faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo, aprovado nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados e também no Senado.
Coesão fiscal
A emenda foi promulgada em sessão solene liderada pelo presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Afirmou que o objetivo da Emenda Constitucional 135 é preservar a coesão fiscal.
“A emenda promove ajustes específicos, mas necessários e significativos”, afirmou. Pacheco negou que o texto retire direitos sociais. “O que pretendíamos com a proposta era, mais do que simplesmente reduzir a despesa pública, melhorá-la em termos qualitativos, direcionando-a da forma mais fiável e eficiente possível para quem mais precisa”, afirmou.
Ele agradeceu o trabalho dos relatores da PEC 45/24 na Câmara dos Deputados e no Senado, respectivamente o deputado Moisés Rodrigues e o senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Fundeb
A Emenda Constitucional 135 foi promulgada sem o trecho que permitia a utilização do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) para aquisição de alimentação escolar. O trecho havia sido aprovado pelos deputados, mas foi retirado pelos senadores.
Com exclusão, o Fundeb não poderá ser utilizado para a nova finalidade. O fundo financia redes públicas de ensino, da educação infantil ao ensino médio.
Outras medidas
O pacote fiscal do governo continha mais dois projetos, também aprovados pela Câmara e pelo Senado nesta semana, e aguardando sanção presidencial. O PL 4614/24 limita o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo e restringe o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O PLP 210/24 impõe restrições ao crescimento das despesas com pessoal e incentivos fiscais em caso de déficit primário. O texto permite ainda a utilização dos excedentes de quatro fundos para pagar a dívida pública durante seis anos.
O governo afirma que as medidas do pacote fiscal são necessárias porque as despesas obrigatórias (como programas sociais e salários de funcionários públicos, por exemplo) crescem a uma taxa superior aos limites de variação de despesas previstos no quadro fiscal. Isto reduz recursos para investimento público.
Relatório – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein
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