12/05/2024 – 15:53
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência pública da Comissão Mista de Orçamento
O Comissão Mista de Orçamento realizou audiência pública nesta quinta-feira (5) para discutir irregularidades constatadas em duas obras públicas com o objetivo de avaliar se podem ou não ser incluídas no Orçamento de 2025 (PLN 26/24).
Apenas uma, Nova Subida da Serra, entre Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro (RJ), na BR-040, foi recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para manter a suspensão dos repasses.
Essa indicação vem desde 2017 devido à descoberta de um superfaturamento na obra, avaliado em 66% do total ou R$ 360 milhões em 2018. Segundo Carlos Rafael Simões, do TCU, o contrato com a concessionária de rodovias, Concer, terminou em 2021, mas a empresa continua ativa por decisão judicial. O Superior Tribunal de Justiça prorrogou o prazo contratual até nova licitação.
Allan Milagres, da Agência Nacional de Transportes Terrestres, disse que já existe um novo modelo de concessão. “Resolvemos todas as correções de superfaturamento em abril. O que não foi resolvido, estamos incluindo na nossa nova modelagem”, disse.
O outro projeto em discussão é a construção de um desvio ferroviário em São Francisco do Sul (SC). A obra estava paralisada desde 2012, e o TCU destacou que o projeto foi superdimensionado ao incluir a construção de pátios ferroviários que não atenderiam ao objetivo principal, mas beneficiariam a concessionária Malha Sul. Os estaleiros custariam R$ 350 milhões ou 30% do total. A obra também não foi incluída no Plano Plurianual e agora foi incluído na versão 2024-2027.
Segundo Eloi Palma Filho, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o projeto já foi reavaliado para incluir apenas drenagem e terraplenagem nos locais dos pátios. Ele disse que o contorno é necessário para resolver conflitos com a população do município.
“Vimos ali o impacto da ferrovia, que chegou a São Francisco em 1910. A cidade cresceu muito depois disso e hoje acaba sendo um incômodo para os moradores, com impacto até na rodovia BR-280, que chega ali em uma única faixa”.
Lista menor
Apesar das irregularidades agora constatadas, verifica-se uma redução na lista de obras irregulares excluídas dos orçamentos anuais. Os técnicos acreditam que isso se deve a melhorias nos procedimentos de licitação e fiscalização. Em 2019, por exemplo, a lista continha 11 obras (veja infográfico abaixo).
Ao final da audiência, o deputado Jonas Donizette (PSB-SP) enviou diversas perguntas sobre as obras para serem respondidas com mais detalhes pelos órgãos. Agora, a Comissão de Avaliação de Informação sobre Obras e Serviços com Indicações de Irregularidades Graves irá elaborar um relatório para ser votado juntamente com o parecer final do Orçamento de 2025.
Relatório – Silvia Mugnatto
Edição – Georgia Moraes
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