Comissão Mista de Orçamento aprova projeto da LDO de 2025 – Notícias

Comissão Mista de Orçamento aprova projeto da LDO de 2025 – Notícias


17/12/2024 – 22h18

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Senador Confúcio Moura (na tela), relator da LDO, em reunião da Comissão de Orçamento

O Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório final do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 (PLN 3/24) com meta fiscal de déficit zero para 2025. Mas houve a inclusão de 22 tipos de despesas que não estarão sujeitas ao contingência de recursos para atingir esse objetivo.

O projeto já contava com outros 71 tipos de despesas que não estavam sujeitas a limitações de compromisso por serem obrigações constitucionais ou legais. Os parlamentares acrescentaram limitações contingenciais para despesas não obrigatórias.

A LDO estabelece regras para a elaboração e execução dos orçamentos anuais. O texto segue agora para o Plenário do Congresso Nacional.

Após ouvir os partidos, o relator, senador Confúcio Moura (MDB-RO) modificou seu parecer e deixou de sugerir que o Poder Executivo vise o centro da meta fiscal até a avaliação bimestral de receitas e despesas realizada em novembro. Bimestralmente, o Executivo avalia se a meta fiscal está em risco e pode promover contingências.

Com a retirada do dispositivo, o entendimento é que o governo perseguirá o centro da meta, mas poderá continuar trabalhando com a margem de tolerância prevista no marco fiscal, de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2025, isso significa um déficit de até R$ 30,9 bilhões.

O relator acredita que o governo está focado em equilibrar receitas e despesas. “Este é o principal objectivo do governo, fazer como a Grécia fez. A Grécia deu este salto em termos de crescimento em dez anos devido a um rigoroso ajustamento fiscal. Então, se não fizermos este trabalho de casa, o país ficará verdadeiramente inviável”, disse Confúcio Moura.

Corte de recursos
A LDO lista 71 despesas que não são passíveis de contingência, como o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) e o Fundo partidário.

O relatório aprovado incluiu mais 19 modalidades, como implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, defesa agropecuária, prevenção e mitigação de desastres naturais e universidades federais.

Vários parlamentares apoiaram a inclusão de recursos para pesquisa e inovação da Embrapa na lista de despesas não sujeitas a limitações de compromisso. É o caso do deputado Dr. Victor Linhalis (Pode-ES).

“Diversas capacidades e competências que a Embrapa possui, além da manutenção de unidades físicas. E uma grande conquista, que é ter uma unidade instalada no Espírito Santo, único estado que não tinha sede, agora teremos essa sede, para podermos colocar recursos na Embrapa no Orçamento de 2025”, disse o deputado.

Outros três tipos de despesas relacionadas ao setor agropecuário foram incluídas na lista de despesas que são obrigações constitucionais ou legais da União. São subsídios econômicos para a formação de estoques reguladores, para a comercialização de produtos agrícolas e para a comercialização de produtos da agricultura familiar.

Metas e prioridades
Também foi acrescentado ao texto da LDO um anexo de metas e prioridades com base em sugestões de deputados e senadores. Este anexo, juntamente com os programas previstos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, poderá orientar a elaboração de emendas das bancadas estaduais ao Orçamento, por exemplo.

No total, foram apresentadas 335 alterações ao anexo. O relator aprovou 255, resultando em 95 ações.

Outras medidas
O relatório da LDO também prevê mudanças nas seguintes áreas:

  • Bloqueio de emenda
    Emendas de bancadas individuais e estaduais, que são obrigatórias, poderão ser bloqueadas para evitar o descumprimento do limite de gastos do Executivo. O bloqueio será proporcional ao aplicado às demais despesas não obrigatórias.
  • Fundo partidário
    O relator incorporou duas mensagens do Executivo para modificar o texto. Uma que reajuste o Fundo Partidário na mesma proporção das demais despesas da Justiça Eleitoral, e outra que proponha novos critérios para a transição das estatais do orçamento geral para o orçamento de investimentos.
  • Transferências
    Nas transferências para municípios, não serão proibidas as transferências para municípios com população inferior a 65 mil habitantes que estejam inadimplentes.
  • Saúde
    A possibilidade de atendimento de entidades sem fins lucrativos prestadoras de serviços de saúde foi ampliada para permitir a realização de obras físicas.
  • Alterações especiais de transferência (Pix)
    Estas são alterações parlamentares individuais ao Orçamento. O relatório determina que o plano de trabalho deverá ser informado previamente, com o objeto e valor da transferência. A falta de um plano pode resultar na suspensão da implementação da alteração.
  • Prioridade
    Os autores das emendas parlamentares deverão indicar a ordem de prioridade para sua execução.
  • Compensação
    Dispensa a apresentação de medidas compensatórias para propostas legislativas que aumentem despesas ou criem renúncias de receitas em montante inferior a um milésimo de por cento do Receita Corrente Líquida realizada em 2024. Deverá corresponder a cerca de R$ 13 milhões.
  • Sustentabilidade
    A política de aplicação de recursos da Finep deve priorizar projetos de redução de impacto ambiental nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal; resiliência climática das cidades e atividades económicas; descarbonização e transição energética. O Banco da Amazônia deve apoiar projetos de adaptação às mudanças climáticas em qualquer área econômica.
  • Ensino superior
    Cria programação específica para incluir transferências de recursos para Instituições de Ensino Comunitárias.
  • Altas habilidades
    Cria categorias de programação específicas para gastos com centros especializados no atendimento integral de pessoas com transtorno do espectro do autismo e no apoio à educação de pessoas com altas habilidades.
  • Rodovias municipais
    Abre a possibilidade de destinação de recursos federais para a construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais destinadas à integração de modais de transporte ou fluxo produtivo; e para a malha hidroviária brasileira, utilizada para transporte de cargas e pessoas.
  • Habitação
    Permite que recursos do programa Habitação Dignificada sejam destinados a operações conjuntas com Parcerias Público-Privadas (PPP) na área habitacional.
  • Fundo Nacional de Aviação
    O financiamento do BNDES com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, destinarão 10% dos empréstimos às companhias aéreas para investimentos em melhorias no rastreamento de bagagens e animais.

Saiba mais sobre o ciclo orçamentário federal

Relatório – Silvia Mugnatto
Montagem – Pierre Triboli



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