20/12/2024 – 11h09
Waldemir Barreto/Agência Senado
Deputada Camila Jara ouve a presidente da comissão, senadora Augusta Brito
A Comissão de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (18) o relatório de suas atividades, elaborado pela deputada Camila Jara (PT-MS).
“Gostaria muito que não fosse necessária uma comissão específica para tratar do caso de violência contra a mulher”, disse a presidente do colegiado, senadora Augusta Brito (PT-CE). “A violência contra nós, mulheres, não é justa e devemos estar sempre na luta, dia e noite”.
Alterações ao Orçamento
O senador lembrou as dificuldades enfrentadas para reinstalar a comissão – que estava suspensa desde 2020 – e para incluir emendas no Orçamento.
“Aprovamos R$ 2,5 bilhões em emendas para ações voltadas às mulheres, mas, infelizmente, ficou nesses R$ 5 milhões [incluídos na Lei Orçamentária Anual de 2023]”, lamentou. “Talvez não tenha havido nada, então o trabalho valeu a pena, ninguém pode dizer que foi em vão”, reconheceu apesar do valor inferior.
Violência política
Um dos temas recorrentes discutidos na comissão foi a violência nos espaços de poder. Os parlamentares focaram no trabalho da Procuradoria Especial da Mulher do Poder Legislativo, órgão que incentiva a atuação política das mulheres.
Nesse sentido, uma das recomendações do relatório é priorizar o financiamento de candidaturas femininas e programas de formação de liderança. O objetivo é promover a inclusão de mulheres negras e indígenas em espaços de poder, combatendo estereótipos e barreiras institucionais.
Outra sugestão do documento é garantir a inclusão de mulheres negras e indígenas no ambiente acadêmico com medidas como bolsas de estudo, moradia e atendimento psicológico.
Crime
Na primeira reunião de 2024, o colegiado, que tem parceria com o Observatório das Mulheres Contra a Violência, debateu os resultados da 10ª edição da “Pesquisa Nacional da Violência contra a Mulher”, do DataSenado.
O estudo constatou que menos de um quarto das mulheres brasileiras (24%) afirmam saber muito sobre o Lei Maria da Penha.
Uma das recomendações do relatório da comissão sugere a expansão dos centros de serviços em regiões vulneráveis e o fortalecimento de parcerias com grupos que divulgam dados sobre violência contra as mulheres.
Educação
O relatório também recomenda a criação de campanhas educativas, como o Projeto Banco Vermelho, que distribui bancos dessa cor pela cidade como forma de alerta contra o feminicídio. O projeto, discutido na comissão, foi transformado no Lei 14.942/24.
O número de feminicídios em 2023 aumentou, chegando a 1.467 vítimas, o maior resultado desde a criação do Lei 13.104/15que criminaliza esse tipo de violência. Os dados são de 2024, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Outras recomendações
O relatório da Comissão de Combate à Violência contra as Mulheres também contém outras recomendações:
- desenvolver políticas eficazes que abordem a violência racial e de género;
- oferecer formação para profissionais da justiça e da segurança pública com foco no racismo estrutural e numa perspectiva de género;
- desenvolver programas sobre género e masculinidade nas escolas para desconstruir estereótipos;
- implementar políticas específicas de prevenção, investigação eficiente e punição exemplar;
- integrar os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e a sociedade civil em políticas coordenadas e eficazes.
O colegiado
A Comissão de Combate à Violência contra a Mulher reúne deputadas e senadoras.
O grupo foi criado para apresentar propostas para consolidar a Política Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, promover debates, coletar informações e trocar informações com entidades internacionais relevantes ao tema.
Da Agência Senado
Edição – Natalia Doederlein
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