12/06/2024 – 14h25
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Jack Rocha: “Oficializar as línguas minoritárias significa garantir a sobrevivência das culturas”
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece que municípios brasileiros que possuam comunidades quilombolas tenham como línguas cooficiais línguas afro-brasileiras originadas do contato linguístico com línguas africanas. O texto, do deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), mantém o português como língua oficial.
Ainda segundo a proposição, a co-oficialização das línguas afro-brasileiras não deve representar obstáculo ao relacionamento e integração dos indivíduos na comunidade nem qualquer limitação dos direitos das pessoas ao pleno uso público de sua própria língua no território territorial. espaço.
O Projeto de Lei 577/22 foi aprovado com voto favorável do relator, deputado Jack Rocha (PT-ES).
Diversidade
Citando o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Jack Rocha lembrou que existem mais de 490 territórios quilombolas no país, distribuídos em 1.696 municípios. Os quilombolas somam mais de 1,3 milhão de habitantes.
O relator lembrou ainda que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estima a existência de mais de 250 línguas faladas no Brasil, algumas das quais se tornaram cooficiais por meio de legislação municipal, no caso das línguas indígenas e de imigração.
“Infelizmente, as línguas afro-brasileiras, herança dos povos africanos trazidas de forma violenta para o país entre os séculos XVI e XIX, durante o período do regime escravista, não foram investigadas nos censos”, lamentou Jack Rocha. “Somos um país multicultural e multilingue e faz parte do dever do Estado reconhecer e preservar esta diversidade. Neste contexto, oficializar as línguas minoritárias é garantir a sobrevivência das culturas.”
Segundo o parlamentar, a iniciativa de Dagoberto Nogueira é importante num país que “reprimiu e silenciou as línguas faladas pelos escravizados”.
Mudar
Jack Rocha modificou o projeto, através alteraçãoretirar a parte que garantia a prestação de serviços e a disponibilização de documentos públicos pelas instituições públicas nos idiomas oficiais e co-oficiais.
“Embora muitos documentos públicos sejam produzidos pelo município, é a sua publicação em português que garante uma publicidade eficaz em todo o território nacional”, explicou o relator.
Processamento
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre o processamento de faturas
Reportagem – Noeli Nobre
Edição – Georgia Moraes
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