CCJ conclui discussão de proposta que limita decisão monocrática no STF; acordo adia votação – Notícias

CCJ conclui discussão de proposta que limita decisão monocrática no STF; acordo adia votação – Notícias


11/09/2024 – 16h07

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados concluiu, nesta quarta-feira (11), a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 21/08, que limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo Federal Tribunal de Justiça (STF) e demais tribunais superiores. A votação será adiada para outra data.

Mais cedo, líderes partidários da comissão chegaram a um acordo processual para restringir hoje os debates sobre o parecer do relator da PEC, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a favor do texto.

O relator afirmou que a proposta melhora o quadro institucional do país “num momento de degeneração”. “Este Parlamento precisa de impor, dentro das suas competências, o dever de proteger as nossas funções legislativas”, disse.

Originária do Senado, a PEC 8/21 dispõe sobre o seguinte:

  • proíbe decisões individuais que suspendam a eficácia de leis ou atos dos presidentes dos Poderes Executivo e Legislativo (Câmara e Senado);
  • permite decisões individuais apenas de suspensão da eficácia da lei durante o recesso do Poder Judiciário, em casos de grave urgência ou risco de dano irreparável, com prazo de 30 dias para julgamento coletivo após o término do recesso;
  • determina prazo de seis meses para julgamento de ação que requer declaração de inconstitucionalidade de lei, após a concessão de medida cautelar – após esse prazo, terá prioridade na ordem do dia do STF.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Van Hattem: “Este Parlamento precisa de se impor dentro das suas competências”

Debates
Durante a discussão do parecer do relator, os deputados se alternaram contra e a favor da PEC.

O deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA) deu o tom a favor da proposta. Ele afirmou que não é razoável que um único ministro do Supremo suspenda uma lei que passou por diversas instâncias antes de ser aprovada na Câmara e no Senado e sancionada pelo Executivo.

“É razoável alguém imaginar que depois de todo esse procedimento, um ministro do STF, sozinho, sentado em seu gabinete, pega aquela lei e, com apenas um toque de caneta, desfaz o trabalho de 513 deputados, 81 senadores , o Presidente da República?”, questionou.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também defendeu a aprovação da proposta. Segundo ela, a medida não é “um ataque a um ministro do Supremo, mas uma garantia dos direitos fundamentais de qualquer cidadão”.

Contrariando a proposta, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) argumentou que o próprio Supremo já havia antecipado a discussão no Congresso e, em 2022, alterou seu regimento interno para estabelecer que algumas medidas cautelares decididas monocraticamente devem ser analisadas por um órgão colegiado (aula ou plenária) no prazo de 90 dias.

“Estabelecer a restrição do tempo de apreciação do tribunal, do corpo inteiro, é um aspecto do projeto que já foi superado pelo próprio Regimento do Supremo”, disse Alencar.

O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) contestou a necessidade da PEC. Ele afirmou que das 202 decisões monocráticas tomadas pelos ministros até 2022, apenas quatro não foram mantidas. “Em torno do que é esse debate, essas quatro decisões?”, questionou.

Relatório – Janary Júnior
Edição – Georgia Moraes



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