CCJ aprova proposta que impede STF de julgar ações por omissão do Congresso

CCJ aprova proposta que impede STF de julgar ações por omissão do Congresso



BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (28/8) projeto que limita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em assuntos em que o Congresso é omisso. Por ser definitivo, o projeto segue direto para o Senado, caso não haja recurso.

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O andamento das matérias que atingem o STF foi uma resposta do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), às decisões do Supremo sobre emendas parlamentares, com maiores exigências por transparência. Lira divulgou duas PECs (propostas de emenda à Constituição) no mesmo dia em que o Supremo formou maioria para manter a decisão sobre as emendas – os assuntos estão na pauta da CCJ.

Pela proposta aprovada nesta quarta-feira, os ministros da Corte não poderão mais avaliar ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, que são exatamente aquelas por meio das quais o tribunal declara que o Congresso deixou de agir quando deveria e, portanto, define medidas a serem levado .

Foi por meio de uma dessas ações, as chamadas ADOs, que o Supremo Tribunal Federal incluiu a homofobia na lei sobre crimes de racismo até que o Congresso aprove legislação sobre o tema.

O projeto foi apresentado pelo deputado federal Chris Tonietto (PL-RJ) em 2020. Segundo ela, a proposta visa corrigir o que classifica como erros cometidos pelo STF na aplicação da Constituição, ao avançar nas competências do Legislativo.

“É um projeto de extrema importância. Hoje estamos sob a égide de uma cultura constitucionalista, por meio da qual temos ministros que utilizam métodos para fazer interpretações que muitas vezes vão além do texto constitucional. um erro”, disse ele durante a sessão.

Segundo ela, hoje há “muitas vezes o engrandecimento de um Poder em detrimento do outro, talvez até assuntos sufocantes e sufocantes que afetam o Legislativo”. O texto foi aprovado na comissão apenas com voto contrário dos deputados Helder Salomão (PT-ES) e Patrus Ananias (PT-MG).

Duas PECs que têm como alvo o STF foram discutidas na CCJ esta semana, mas pedidos de revisão interromperam a tramitação.

A primeira PEC já havia sido aprovada em novembro pelo Senado e, até Lira desbloqueá-la, não havia sido discutida na Câmara. Centra-se em decisões monocráticas, como as do ministro do STF, Flávio Dino, sobre emendas parlamentares. O presidente da CCJ escolheu o líder da oposição na Câmara, Filipe Barros (PL-PR), como relator deste texto.

A outra PEC determina que as decisões do Supremo Tribunal Federal “no exercício da jurisdição constitucional de natureza concreta ou abstrata” poderão ser suspensas pelo Congresso pelo prazo de até quatro anos.

Pelo texto da proposta, para que a decisão seja derrubada serão necessários votos de dois terços de cada Câmara (ou seja, 342 votos na Câmara e 54 no Senado). Além disso, a PEC determina que o Supremo só poderá manter sua decisão se contar com o apoio de 9 dos 11 ministros. O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi nomeado relator.



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