12/05/2024 – 22h23
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Luizianne Lins, relatora da proposta
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê o desenvolvimento de um aplicativo para celular pelo governo federal destinado a ajudar mulheres vítimas de violência. O texto será enviado ao Senado.
De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei 4276/24 foi aprovado nesta quinta-feira (5) com parecer favorável da relatora, deputada Luizianne Lins (PT-CE). O texto permite ao governo estabelecer parcerias com universidades e centros de pesquisa para o desenvolvimento e melhoria contínua das funcionalidades do aplicativo.
Segundo o projeto, o novo aplicativo poderá centralizar e melhorar funcionalidades de outros aplicativos já utilizados em alguns estados para facilitar o acesso à informação sobre os direitos das mulheres e ao apoio oferecido pela rede de segurança e assistência a nível nacional. Os estados citados pelo autor são Ceará, São Paulo, Rio Grande do Norte e Paraíba.
“Entre as funcionalidades estão mapa de delegacias especializadas, acionamento de contatos de emergência e gravação de áudio para produção de provas em casos de denúncias, ampliando as possibilidades de proteção às vítimas”, explicou Guimarães.
Segundo o texto, o mapa deverá conter também a localização de outros órgãos competentes, com funcionalidade que permita traçar o trajeto até a unidade mais próxima e calcular o tempo estimado de chegada.
Na funcionalidade de gravação de áudio de som ambiente, o mesmo deverá ser armazenado em servidor seguro com acesso mediante solicitação oficial.
Outras facilidades previstas são um canal simplificado para registro de ocorrências e acionamento de forças de segurança pública, com possibilidade de envio de provas, como fotos, vídeos e gravações de áudio; e a possibilidade de ligar para contactos de emergência previamente registados quando a mulher se encontra em situação de risco iminente, enviando mensagens pré-definidas para facilitar a comunicação rápida.
Haverá também uma área de testemunhos anónimos, onde as mulheres poderão partilhar experiências e obter apoio de outros utilizadores com o objetivo de fomentar uma rede de solidariedade e prevenção.
Segundo a relatora Luizianne Lins, o aplicativo poderá ser desenvolvido “por meio de ajustes administrativos ou reajustes de recursos orçamentários destinados à utilização em tecnologia da informação, sem necessidade de novos encargos financeiros”.
Medidas de proteção
Para as mulheres com medidas de proteção em vigor, a aplicação deverá incluir uma espécie de “botão de pânico” para chamar imediatamente a polícia, que terá acesso à geolocalização do dispositivo móvel e comunicação direta com o centro de segurança mais próximo.
Também contarão com uma ferramenta de alerta para abordagem de agressores sujeitos a monitoramento eletrônico. Isto será possível através do cruzamento dos dados de localização da vítima e do agressor, com notificação automática à vítima e às autoridades competentes.
No entanto, o projeto não especifica como será obtida a localização do agressor caso ele não utilize tornozeleira eletrônica.
Desenvolvimento de parcerias
A efetiva implementação, o funcionamento ininterrupto e a plena disponibilidade do aplicativo serão de responsabilidade do governo federal, que poderá desenvolver o aplicativo por meio de parceria com autoridades públicas estaduais e municipais, seguindo orientações regulatórias específicas.
Além de ser acessível e compatível com dispositivos móveis com diferentes sistemas operativos, a aplicação terá de funcionar em zonas rurais através de parcerias com operadoras de telecomunicações.
Uma versão desktop deve conter as mesmas funcionalidades e recursos de acessibilidade oferecidos pela versão mobile.
No que diz respeito à proteção dos dados pessoais dos usuários, deverá ser seguida a legislação vigente sobre privacidade e confidencialidade das informações compartilhadas e dos incidentes registrados.
Campanhas
Para divulgar o novo aplicativo, o governo poderá realizar campanhas de conscientização sobre a importância de sua utilização, com orientações para o uso adequado de suas funcionalidades. Deve ser dada atenção especial às áreas vulneráveis e às comunidades tradicionais.
Saiba mais sobre o processamento de faturas
Relatório – Eduardo Piovesan
Montagem – Pierre Triboli
empréstimo auxílio brasil picpay
emprestimo consignado do inss
empréstimo consignado inss
emprestimo aposentados
simulação picpay
créditos consignados
empréstimos consignados do inss
emprestimo para inss
empréstimo do inss