17/12/2024 – 17h15
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputados no Plenário desta terça-feira
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria adicional de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicável a empresas multinacionais localizadas no Brasil, a fim de garantir uma tributação mínima efetiva de 15% dentro do acordo global para evitar a erosão fiscal (Regras Globe).
De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei 3.817/24 repete a Medida Provisória 1.262/24. O texto foi aprovado no Plenário da Câmara nesta terça-feira (17) e será enviado ao Senado.
O adicional, se devido após cálculos específicos, afetará os lucros das empresas no Brasil que fazem parte de grupos multinacionais cuja receita anual consolidada exceda 750 milhões de euros (cerca de R$ 4,78 bilhões) em pelo menos dois dos quatro exercícios sociais períodos consecutivos anteriores a a investigação.
Segundo o relator, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), a criação adicional da CSLL é fundamental para reter receitas tributárias que poderiam ir para outros países. “Diversas nações já adotaram ou estão em processo de adotar regras semelhantes, o que reforça a importância da adesão do Brasil a esse movimento global”.
Passarinho disse ainda que era urgente prorrogar o crédito presumido de 9% sobre os lucros no exterior e a consolidação dos resultados das subsidiárias no exterior. “A manutenção desses instrumentos não só neutraliza as desvantagens impostas às empresas nacionais, mas também reforça a capacidade do Brasil de competir no cenário global”, afirmou.
Esses instrumentos, segundo o relator, evitam a perda de competitividade das multinacionais brasileiras e possível bitributação, garantindo que operem em igualdade de condições com concorrentes estrangeiros.
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Joaquim Passarinho, relator do projeto
Início do faturamento
Pelo projeto, a cobrança terá início a partir do exercício financeiro de 2025, e o pagamento deverá ocorrer até o último dia do sétimo mês após o encerramento do exercício fiscal. Como o ano fiscal não coincide necessariamente com o ano civil para todas as empresas e grupos multinacionais, a data torna-se variável.
Debate em Plenário
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que o projeto começa a fazer justiça “com essa tributação mínima das multinacionais e dos lucros extraordinários que elas obtêm no Brasil e no exterior”.
Para o deputado Bibo Nunes (PL-RS), a proposta alinha as regras tributárias brasileiras com as do mundo e dá mais credibilidade junto à OCDE. “O mundo tributário, o mundo econômico do Brasil está a favor. Queremos aderir à OCDE”, afirmou.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) afirmou que o texto evita guerras fiscais entre países. “Com esta determinação, cada país pagará a sua parte.”
Segundo o líder petista, deputado Odair Cunha (PT-MG), a aprovação da proposta é uma questão de isonomia tributária. “Podemos, com este projeto, avançar a nossa participação na OCDE”, afirmou.
Desde 2015, o Brasil está em processo de adesão à organização.
Mais informações em um momento
Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Montagem – Pierre Triboli
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