Câmara aprova projeto que cria o Selo Cidade Mulher – Notícias

Câmara aprova projeto que cria o Selo Cidade Mulher – Notícias


07/02/2024 – 20h40

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Daniela Reinehr, relatora do projeto

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Selo Cidade Mulher, a ser concedido anualmente aos municípios que se destacam na adesão a políticas públicas para mulheres. A proposta será enviada ao Senado.

O texto aprovado em Plenário nesta terça-feira (2) é um substituto da relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), para o Projeto de Lei 2549/24, da deputada Nely Aquino (Podemos-MG).

Critério
A adesão será avaliada pelo cumprimento e envolvimento da cidade na eficácia das suas políticas, de acordo com alguns critérios. Caberá ao Poder Executivo editar um regulamento definindo o número de selos anuais e os critérios de pontuação para outorga do título.

A comissão julgadora deverá levar em conta a efetividade dos benefícios produzidos pelas políticas públicas municipais implementadas em prol da melhoria das condições de vida e do bem-estar das mulheres.

Em qualquer caso, o substituto define alguns critérios que serão levados em consideração:

  • procura de uma igualdade efectiva entre mulheres e homens, em todas as áreas;
  • combater todas as formas de discriminação;
  • universalidade dos serviços e benefícios oferecidos pelo Estado;
  • participação ativa das mulheres em todas as fases das políticas públicas; Isso é
  • transversalidade como princípio norteador de todas as políticas públicas.

O deputado Reimont (PT-RJ) questionou a retirada de alguns critérios previstos no texto original, como o respeito à diversidade e a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) também criticou a exclusão desses pontos. “Você acha que uma cidade que não respeita as mulheres lésbicas, negras ou quilombolas é amiga das mulheres?” ela perguntou.

Também foi retirado do texto o caráter laico do Estado como um dos critérios de avaliação da adesão do município ao Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a exclusão deste ponto que, segundo ele, faz parte de uma agenda “silenciosa e gradual” para retirar o que resta do cristianismo no Brasil, de valores e princípios. A deputada Fernanda Melchionna afirmou que excluir da proposta o caráter laico do Estado remete a uma ideia ultrapassada, pré-Revolução Francesa.

Para a relatora, deputada Daniela Reinehr, os elementos retirados já são textos constitucionais e são redundantes no projeto. Segundo ela, o projecto concretiza os princípios da solidariedade, da dignidade humana e dos direitos fundamentais das mulheres.

Grau de adesão
O texto aprovado define ainda que o grau de adesão, engajamento e envolvimento do município no cumprimento das determinações do Pacto de Combate à Violência contra a Mulher envolverá, além da assinatura deste documento, a análise de como a cidade atua para combater a exploração sexual de meninas e adolescentes e o tráfico de mulheres e também na promoção dos direitos humanos das mulheres na prisão.

Secretaria da Mulher
Após negociações de última hora, o relator concordou em recolocar no texto um trecho do projeto original que se refere à possibilidade de criação de órgãos municipais de políticas para as mulheres, como uma secretaria municipal da mulher.

A reinclusão atendeu ao pedido da autora da proposta, deputada Nely Aquino. “Se retirar essa parte vai ter um prejuízo enorme, acabamos com um projeto que não vai atender o que precisamos”, disse ela.

Ao defender o projeto, Nely Aquino afirmou que hoje o feminicídio está naturalizado no Brasil. “O número de mulheres mortas diariamente é enorme no país. O projeto é mais amplo, mas a discussão prioritária é em relação ao feminicídio”, afirmou.

O delegado Reimont relembrou o caso de uma sobrinha que levou seis tiros do namorado em Belo Horizonte. “Os homens muitas vezes, em nome da moral, dos bons costumes, da família tradicional brasileira, acabam pensando que são donos de suas companheiras e as estupram sistematicamente.”

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Montagem – Pierre Triboli



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