Câmara aprova novas regras para gastos com hospitais universitários; acompanhe – Notícias

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09/10/2024 – 20h18

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Sessão Deliberativa do Plenário da Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei complementar (PLP) que exclui despesas com pessoal de hospitais universitários do valor a ser considerado para cumprimento do limite mínimo de aplicação anual em saúde pública pelos governos federal, estadual e municipal. O texto será enviado para sanção presidencial.

Com a mudança proposta pelo PLP 72/24, do Senado, os salários do pessoal ativo e inativo desses hospitais ou dos entes públicos responsáveis ​​pela sua administração não podem ser considerados dentro do mínimo aplicado na saúde pública.

O percentual é definido pela Constituição e pela Lei Complementar 141/12, sendo 12% de tributos para os estados, 15% de tributos para os municípios e 15% da receita corrente líquida no caso da União.

Atualmente, a lei determina excluir do piso mínimo apenas o pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive para trabalhadores da saúde, e para pessoal de saúde na ativa quando em atividades fora da área.

Apesar desta restrição, as despesas de financiamento e investimento nos hospitais universitários, incluindo através destas entidades, passarão a ser consideradas dentro do limite mínimo a aplicar anualmente. Assim, estas despesas, antes não contabilizadas para este efeito, passarão a ser contabilizadas.

Mas isso dependerá da aprovação das despesas pelo Ministério da Saúde e da execução dentro das diretrizes da lei.

A matéria recebeu parecer favorável do relator no Plenário, deputado Damião Feliciano (União-PB). Segundo o parlamentar, o projeto permite a descentralização de créditos orçamentários do Fundo Nacional de Saúde para os hospitais universitários federais, incluindo o repasse de recursos para custeio e investimentos. “Estas instituições, que desempenham um papel crucial na formação dos profissionais de saúde e na investigação científica, além de serem referências na prestação de serviços de saúde de média e alta complexidade”, elogiou.

Damião Feliciano explicou que o Tribunal de Contas da União excluiu as despesas de investimento para aquisição de equipamentos médicos para estes hospitais do cálculo do valor mínimo a ser investido, anualmente, pela União, em ações e serviços de saúde pública. “Os recursos orçamentais do Ministério da Saúde, tanto fundos discricionários como alterações parlamentares, não poderiam ser direcionados para a aquisição de equipamentos”, lamentou. “O projeto corrige com precisão essas distorções.”
O relator observou ainda que o PLP amplia as unidades e entidades capazes de receber recursos computáveis ​​para fins do mínimo constitucional em saúde, mas não implica aumento ou redução dos gastos públicos.

Destino direto
O deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou que os hospitais universitários são de responsabilidade do Ministério da Educação. “Hoje, se um deputado apresentar uma alteração no percentual de saúde e encaminhá-la para um hospital da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), os recursos não poderão ser contabilizados para a saúde”, explicou.

O deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) defendeu a destinação de recursos diretamente aos hospitais universitários. “Em algumas cidades, as emendas parlamentares de saúde, enviadas aos hospitais filantrópicos, caem no Fundo Municipal de Saúde, e a Prefeitura não libera esses recursos”, destacou.

Emendas parlamentares
O PLP 72/24 também permite o repasse de recursos provenientes de emendas parlamentares para financiamento e investimento nesses hospitais por meio da descentralização do orçamento do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para essas instituições ou para o ente público responsável pela sua administração.

Obstrução
Deputados da oposição obstruíram os trabalhos do Plenário para protestar contra o adiamento da votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro (PL 2858/22). A análise do projeto pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) foi interrompida devido ao início da votação no Plenário da Câmara.

O líder de Minoriaa deputada Bia Kicis (PL-DF), afirmou que os presos nos atos de 8 de janeiro são perseguidos politicamente e a anistia é prioridade. “Na CCJ houve obstrução o tempo todo por parte da esquerda, sem nenhum respeito às famílias dos presos que lá estavam, inclusive a família do empresário Clériston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu dentro da Papuda devido ao negligência do ministro do STF Alexandre de Moraes”, lamentou.

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que o PL 2858/22 não concede anistia a quem cometeu crimes. “O projeto anistia quem está sendo perseguido sem ter roubado nada, sem sequer ter estado no local dos acontecimentos, no dia 8 de janeiro”, explicou. “A esquerda não é a favor dos direitos humanos, porque vê nos seus adversários pessoas que não têm sequer condições de se sentirem humanas.”

Mais informações abaixo

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Georgia Moraes



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