Câmara aprova mudanças na reforma do ensino médio – Notícias

Câmara aprova mudanças na reforma do ensino médio – Notícias


09/07/2024 – 20:13
• Atualizado em 09/07/2024 – 20h24

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Deputados analisaram texto em Plenário

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que altera alguns pontos da reforma do ensino médio (Lei 13.415/17) com o objetivo de adequar as alternativas formativas apresentadas aos alunos à realidade das escolas. A proposta será enviada para aprovação presidencial.

O texto aprovado é um

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Mendonça Filho, relator do projeto

Itinerários
Os sistemas educativos devem garantir que todas as escolas secundárias oferecem um desenvolvimento abrangente de todas as áreas do conhecimento, exceto a educação profissional. Deve haver pelo menos dois itinerários de formação de áreas diferentes.

Como os roteiros são formatados de acordo com o contexto local e as possibilidades dos sistemas de ensino, o aluno pode optar por complementá-los com roteiros focados em duas áreas distintas: matemática e ciências naturais, por exemplo; ou línguas e ciências humanas.

A montagem dos itinerários dependerá de diretrizes nacionais a serem estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação com a participação dos sistemas estaduais de ensino, reconhecendo as especificidades da educação indígena e quilombola.

Esses sistemas, por sua vez, deverão apoiar as escolas na execução de programas e projetos destinados a orientar os alunos no processo de escolha de itinerários.

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Arthur Lira preside Plenário

Debate em Plenário
Vários deputados criticaram o relatório de Mendonça Filho por retirar alterações feitas pelo Senado Federal. Entre eles, um trecho incluído pelos senadores que exigia que o ensino médio tivesse pelo menos 70% do currículo como disciplina básica e apenas 30% para itinerários formativos. Mendonça excluiu este ponto. Assim, os itinerários de formação podem abranger mais do que estes 30%.

Outro ponto levantado pelo relator foi a exigência de condições excepcionais para o ensino médio a distância.

Deputados do Psol disseram ser contrários ao Novo Ensino Médio, desde sua concepção em 2016, ainda na gestão de Michel Temer na Presidência da República. Afirmaram, porém, que o texto do Senado é melhor que a versão proposta por Mendonça Filho.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou o ponto que autoriza a contabilização do trabalho remunerado como tempo despendido no cumprimento da carga horária curricular. Esta disposição foi retirada no Senado. “É um salvo-conduto e um elogio ao trabalho dos adolescentes. Conta como formação curricular e educacional. Isso é inaceitável”, disse ela.

A vice-professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) afirmou que os caminhos propostos pelo projeto não atendem às melhorias para o ensino médio. “A escola precisa de um professor bem treinado, qualificado e valorizado. E isso não se faz com conhecimento óbvio”, afirmou.

Espanhol
Para o deputado Jorge Solla (PT-BA), o Brasil precisa incorporar capacidade de diálogo com os países latino-americanos e, portanto, seria necessário o ensino obrigatório do espanhol. “Se o objetivo é garantir que, no ensino médio, haja oportunidade de formação profissional, acesso aos dois idiomas [espanhol e inglês] É essencial para qualquer qualificação”, declarou.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) destacou que o espanhol não é uma imposição linguística obrigatória, mas apenas uma opção em relação ao inglês. “Não estamos obrigando os alunos a escolherem a língua espanhola: 70% dos alunos que fazem o Enem escolhem o espanhol”, disse.

Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), não adianta tornar o espanhol obrigatório, “a não ser atender a demanda e fazer lobby para tornar obrigatório algo que o mercado não pede”. Ela também defendeu a manutenção do notório conhecimento como critério de contratação de profissionais para cursos técnicos.

Para o relator, deputado Mendonça Filho, o espanhol pode ser obrigatório, desde que a rede estadual o adote. “Não é possível impor essa regra a todo o Brasil”, afirmou. Ele lembrou que nenhum país sul-americano adota o português como segunda língua, além do inglês.

Mais informações em um momento

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Montagem – Pierre Triboli



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