Audiência discute cancelamentos unilaterais de planos de saúde – Notícias

Audiência discute cancelamentos unilaterais de planos de saúde – Notícias


23/08/2024 – 11h56

Depositphotos

Os recentes cancelamentos de planos coletivos despertaram a necessidade de debate

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza nova audiência pública na próxima terça-feira (27) sobre cancelamentos unilaterais de planos de saúde. O debate atende ao pedido dos deputados Leo Prates (PDT-BA), Eduardo da Fonte (PP-PE), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Fernanda Pessoa (União Brasil-CE).

A reunião será realizada a partir das 17h, no plenário 7.

O público será interativo, confira a lista de convidados e envie suas dúvidas

Em junho, representantes das pessoas com deficiência reunidos na Câmara pediram solução definitiva para os cancelamentos unilaterais, pelas operadoras, de planos de saúde para pessoas com deficiência e doenças graves.

Esses cancelamentos afetam planos de saúde de adesão coletiva, quando as contratações são feitas por sindicatos, associações e cooperativas para seus associados e dependentes. Isso porque os planos individuais ou familiares só poderão ser cancelados pela operadora caso haja fraude ou inadimplência.

“O direito da operadora de rescindir contratos e cancelar planos deve ter limites estabelecidos pela legislação”, afirma o deputado Leo Prates.

‘Falso plano coletivo’
“O grande problema que a ANS não está enfrentando de forma adequada é o chamado ‘falso plano coletivo’”, critica o deputado Eduardo da Fonte. “[Nesses casos]a operadora, em vez de celebrar um contrato com um consumidor individual, utiliza associações fictícias. Ele faz isso para ter maior liberdade de reajustar as mensalidades e poder cancelar o contrato unilateralmente.”

Nos planos coletivos de adesão, os reajustes não são regulamentados pela ANS. “E são ignoradas as proteções da Lei dos Planos de Saúde”, acrescenta o deputado.

Em 2009, a ANS aprovou uma nova resolução (Resolução Normativa 195/09) para coibir o falso plano coletivo e passou a exigir a comprovação do vínculo associativo. A medida, segundo Eduardo da Fonte, não foi suficiente.

“Primeiro, porque a norma que exige vínculo entre o contratante e a suposta associação só tem força executiva a partir da resolução de 2009”, lamenta. “Em segundo lugar, porque a resolução transfere a responsabilidade de monitorização do falso plano coletivo para as operadoras, que não têm interesse em coibir esta prática”, acrescenta.

Supervisão Legislativa
A deputada Alice Portugal exige acções do Parlamento. “É dever do Poder Legislativo zelar pelo cumprimento da legislação que rege o setor de saúde suplementar e defender os milhões de famílias que sofrem abusos constantes nos momentos em que mais precisam do apoio do plano de saúde pelo qual pagam mensalidades exorbitantes .”

A deputada Fernanda Pessoa quer esclarecimentos sobre os cancelamentos de planos de saúde de pessoas do espectro autista e com doenças raras.

Do Editor – ND



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