13/06/2024 – 19:36
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Comissão de Administração e Função Pública debateu tema esta quinta-feira
Diversas entidades assistentes sociais defenderam nesta quinta-feira (13) a aprovação do salário mínimo para a categoria (PL 5874/23) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 383/17) que destina 1% do receita corrente líquida (RCL) da União pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Em audiência na Comissão de Administração e Serviço Público, a presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Margareth Dallaruvera, afirmou que as medidas são essenciais para superar a situação de precariedade dos trabalhadores, que enfrentam rotineiramente baixos salários, doenças e assédio moral.
“Ao contrário de alguns deputados que entendem a assistência social como uma política de caridade e filantropia, nós, muito pelo contrário, quebramos esse paradigma e a assistência social hoje é uma política pública do Estado e um direito do cidadão previsto na Constituição Federal. Portanto, precisamos olhar para essa política na perspectiva da profissionalização do Suas e da humanização desses serviços.”
Dallaruvera lembrou que a assistência social forma o tripé constitucional da seguridade social, ao lado das áreas de saúde e seguridade social. Segundo o Censo de 2023, Suas tem 451 mil trabalhadores, dos quais 56 mil no nível primário, 202 mil no ensino secundário e 192 mil no ensino superior.
O projeto prevê piso salarial nacional de R$ 5,5 mil mensais para profissionais de nível superior. Os níveis secundário e fundamental teriam direito a 70% e 50% desse valor respectivamente. O conselho nacional também sugeriu fixar a jornada de trabalho de toda a categoria em 30 horas semanais.
Diretora da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Irene da Silva reforçou os argumentos de valorização dos assistentes sociais.
“Somos nós que fazemos políticas públicas no final. Os trabalhadores do SUAS foram os primeiros a chegar durante as grandes tragédias brasileiras e são os últimos a partir, como recentemente no Rio Grande do Sul. Quem ainda hoje está aí em Mariana-MG? Estamos lá com o CRAS e o Creas. Então, é justo que haja cuidado para quem cuida.”
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Irene da Silva: assistentes sociais estão na linha de frente de tragédias como as do RS e de Mariana
Desmontar
O coordenador do Suas no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Marcílio Ferrari, reclamou do “desmonte” que o Suas sofreu no governo anterior e afirmou que a reconstrução exige reforço orçamentário e valorização dos trabalhadores.
“Em 2022, praticamente não víamos orçamento para assistência social. A partir de 2023, o Suas seria extinto formal e orçamentariamente. Reabastecemos o orçamento com mais de R$ 2 bilhões para o Sistema Único de Assistência Social. Uma das fases de reconstrução passa também pela valorização dos servidores e o piso aqui proposto é um sinal claro nesse sentido”.
A diretora da Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes (Fenatibref), Sandra Barbosa, avalia que a proposta de alteração à Constituição que reforça o fluxo de caixa do setor é fundamental. “Se por um lado avançamos na assistência social, isso não aconteceu no orçamento: ainda temos pires na mão”.
Organizador do debate e autor do projeto de lei do salário mínimo da categoria, o deputado Reimont (PT-RJ) concordou. “Precisamos aprovar a lei, mas, primeiro, precisamos aprovar a PEC, porque a lei sem a PEC não funciona”.
Atualmente, a massa do salário mínimo dos assistentes sociais está a ser analisada pela Comissão de Segurança Social. A proposta de reforço do orçamento Suas foi aprovada em comissão especial em 2021 e aguarda votação no Plenário da Câmara.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Georgia Moraes
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