ONU apoia população afetada por enchentes no sul do Brasil


A Coordenadora Residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, lidera a resposta da organização à crise causada pelas fortes chuvas e inundações no sul do país.

Isso inclui o envio de suprimentos emergenciais e o monitoramento da propagação de doenças, o apoio a abrigos, a distribuição de kits emergenciais e o monitoramento da situação de crianças e adolescentes, alguns dos quais foram separados de suas famílias.

Mensagem de solidariedade ao povo brasileiro

Na quarta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, emitiu um comunicado dizendo estar “profundamente entristecido” pela perda de vidas e danos no sul do Brasil. Enviou condolências e solidariedade ao Governo e ao povo, bem como às famílias das vítimas.

O líder da ONU enfatizou que catástrofes como esta são um “lembrete dos efeitos devastadores da crise climática nas vidas e nos meios de subsistência”.

Em resposta às enchentes devastadoras no Estado do Rio Grande do Sul, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, o ACNUR e organizações parceiras estão colaborando com as autoridades públicas e a sociedade civil para minimizar os efeitos desta catástrofe, apoiando o povo brasileiro, refugiados e migrantes que são deslocado.

O ACNUR estima que vivam no Rio Grande do Sul 41 mil pessoas refugiadas ou que necessitam de proteção internacional. Com base em dados do Governo Federal, destes 35 mil vivem em condições vulneráveis ​​e podem ter sido afetados direta ou indiretamente pelas enchentes.

Agência Brasil/Gilvan Rocha

Cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Impacto nas populações refugiadas

Estas pessoas relatam que perderam casas, pertences e documentos, com empresas e outras actividades geradoras de rendimentos destruídas pelas águas. O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros com maior presença de refugiados e migrantes, especialmente venezuelanos e haitianos, muitos vivendo em áreas de risco.

Devido à dificuldade de acesso aos locais mais afetados, o ACNUR está apoiando o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Comitê Estadual para Migrantes e Refugiados na avaliação do impacto das enchentes e na identificação das necessidades dessas populações.

A agência está também a apoiar a comunicação com as diversas comunidades impactadas para que os refugiados e migrantes tenham acesso, na sua língua, às informações fornecidas pela Defesa Civil e pelas autoridades locais sobre recomendações de proteção e riscos associados aos locais onde vivem.

Ao mesmo tempo, na cidade gaúcha de São Leopoldo, a Unisinos, universidade parceira da Cátedra Sérgio Vieira de Mello do ACNUR, converteu parte de suas instalações em abrigo temporário de emergência, atualmente prestando apoio a cerca de 1.300 brasileiros, refugiados e migrantes directamente afectados pelas cheias.

Assistência financeira direta às pessoas afetadas

O ACNUR estima uma necessidade de R$ 16 milhões para responder às necessidades emergenciais, especialmente a distribuição de assistência financeira direta às pessoas impactadas e itens essenciais. Quem quiser apoiar a resposta do ACNUR à emergência das enchentes no Rio Grande do Sul pode doar através do link

https://doar.acnur.org/page/ACNURBR/doe/enchentes-no-sul-do-brasil.

A agência da ONU destacou o importante papel de dois parceiros fundamentais no estado, as organizações Aldeias Infantiles SOS e o Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados, cujas equipas e estruturas também foram severamente impactadas pela catástrofe. Ambas as organizações continuam a trabalhar para prestar ajuda e assistência imediata às populações residentes.



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