Uma das maiores estrelas do pagode brasileiro, LindoAos 50 anos, já lotou estádios de futebol com seus shows e traz um time de torcedores em cada apresentação. Até agora, nada de novo. Mas agora Marcelo Pires decidiu contar seu lado pessoal, seus desafios e percalços, no documentário Linda, muito perto da luzque estreou no final de novembro, no Globoplay. Produzido por José Júniora série aborda diversos momentos de sua vida, desde o auge da carreira até traições, separações e os três anos em que esteve preso, acusado de suposto envolvimento com tráfico de drogas nos anos 2000. À coluna GENTE, o cantor, que agora dá os primeiros passos na carreira de ator com a série Arcanjo Renegadoconta como foi revisitar o passado e detalha a produção, registrada durante a separação da modelo Gracyanne Barbosa.
Qual foi o momento mais difícil deste documentário? Com certeza foi revisitar algumas coisas do meu passado, os contratempos que fizeram parte da minha jornada, como a prisão. É uma caixa que eu já coloquei em outro lugar. Lá foi muito ruim, mas foi essencial, tinha que estar ali. Não é um documentário puro e simples, apenas para falar coisas boas do Belo, até porque sou um artista de muito sucesso no que faço. Eu sei o meu tamanho, sei a força que tenho com o meu povo. [No documentário] Devíamos conversar sobre tudo o que aconteceu na minha vida. A intenção é revisitar coisas que as pessoas sabem sobre Belo, mas não sabem sobre Marcelo Pires. Às vezes eu falo que eles conhecem o CNPJ, mas não o CPF.
Você acha que os documentários podem humanizar você? Gosto muito daquele ditado que diz que o dono da dor sabe o quanto dói, porque já viveu e sabe o que é. Em todos os momentos fui Marcelo, nunca fui Belo. Belo não cometeu crime. O crime dele foi amar demais, dar demais, cantar demais e ferir de alguma forma o coração de cada um de vocês por causa da música. O problema era com Marcelo. É bom falarmos abertamente sobre isso, porque é bom nos separarmos. Quando acontece esse episódio de prisão, pessoas que amam Belo vão com eles para esse lugar. Sofremos preconceito e sofremos até hoje. É também uma pedra que usamos para parar de falar sobre isso.
Tem algum depoimento que te deixou mais curioso? Não há crianças feias neste documentário. E o mais legal disso tudo é dizer que não fui eu que escolhi quem ia falar. Se você falar: ‘Ah, vou ligar para a Viviane’, claro, você tem que ligar para a Viviane [Araújo]. Viviane faz parte da minha história. Ela não querer conversar é outra coisa. Respeito, a decisão é dela. Mas isso não será falado? Vamos lá, ela faz parte da minha história.
Além dela, mais alguém não quis dar entrevista? Eu não orientei ninguém aqui. Quem sabe é o diretor, foi ele quem fez a viagem. E em nenhum momento eu falei para ele: ‘não faça isso, não vá naquele lugar, não faça assim’.
Você fala sobre a diferença entre Belo Singer e Marcelo. A partir de agora, qual o caminho que Marcelo e Belo querem seguir? É o caminho que já estou seguindo. Passei por um momento muito difícil, mais uma vez, a separação em 2024, abrindo um tour pelo Soweto com 90 mil pessoas no Allianz Parque. E minha entrega sempre foi meu coração, minha música me libertou. Eu quero continuar andando. Estou fazendo programas na TV Globo, como O cantor mascaradoo documentário, Arcanjo Renegado e a série Verônica, que estreia no próximo ano. Estou procurando um especial dentro da Globo. Estou me entregando.
O diretor do documentário, Gustavo Gomes, comentou que a gravação ocorreu no momento da separação. Como foi visitar sua história experimentando uma nova dor? Eu preciso fazer isso, é fundamental em todos os sentidos. Temos que revisitar todas as histórias. A história de Gracyanne é recente, separando-se após 16 anos. Há sempre um lado triste em tudo isso, mas há mais histórias para contar. Na verdade, falamos de vidas. Minha história é linda. Apesar dos contratempos, é lindo. Eu sou um vencedor. Sou artista comunitário, da periferia. Estou feliz em tudo que faço.
Este é um novo momento na sua vida? Estou vivendo o melhor momento da minha carreira. Estou vivendo a terceira onda; 1900, 2000 e agora 2024. Tudo está acontecendo para mim novamente. Estou feliz e espero que você possa se apaixonar da mesma forma que minha vida é contada lá. Eles já conhecem o Belo, mas lá encontrarão Marcelo Piles.
Agora você trabalha como ator, em Arcanjo Renegado? Como foi a experiência? O José Junior (diretor) me deu um joinha dizendo: “Belo, vai fazer o papel de policial dentro da Verônica”. Isso é muita aprovação. É acreditar que o artista pode ser versátil e pode estar em todas as camadas. Até dando um spoiler aqui Verônicaele [José Junior] me jogou em uma divisão que acontece no ano 2000, que é o Decod, o mesmo que me prendeu.
Como você se sentiu por dentro? Fui muito bem recebido quando cheguei como ator na Cidade Policial, por todos os policiais, pelo chefe da Polícia Civil, pelo secretário de Segurança Pública. Todos me recebem com carinho, dizendo que estou fazendo muito bem o papel de policial. Para mim foi uma honra dupla, porque lá fui humilhado, cheguei lá algemado, com as mãos nas costas. E agora fui exaltado por todos os policiais, com honras e glória, me tornando policial também. Mas ele poderia ter me dado um personagem galã. Eu sou linda, por isso sou linda, mas ele queria me fazer visitar um lugar que era horrível para mim.
Você tem tempo para flertar com tanto trabalho? Claro que sim. Há tempo para tudo.
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