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A Editorial Sul
| 14 de dezembro de 2024
Ex-ministro, preso na manhã deste sábado, nega participação na trama golpista.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ex-ministro, preso na manhã deste sábado, nega participação na trama golpista. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O tenente-coronel Mauro Cid afirmou em declarações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à Polícia Federal, que o ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, Walter Braga Netto, entregou dinheiro para soldados das Forças Especiais, os chamados “crianças negras”, em embalagens de vinho. Braga Netto foi preso pela PF na manhã deste sábado e nega qualquer participação na trama golpista.
O valor seria usado, segundo disse o ex-assessor de campo de Bolsonaro em depoimento, para financiar os supostos planos de golpe de Estado após a derrota do ex-presidente para Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi revelada pelo portal ICL.
Diálogos obtidos pela Polícia Federal durante a investigação do plano golpista mostram que o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins de Oliveira – que foi preso em fevereiro após uma operação – discutiu com Mauro Cid o pagamento de R$ 100 mil para cobrir a viagem de manifestantes a Brasília .
No dia 14 de novembro de 2022, Rafael, conhecido como “Joe”, trocou mensagens com Cid e fala sobre a necessidade de recursos financeiros. O coronel pediu então ao major que estimasse os custos de hotel, alimentação e material e perguntou se o valor de R$ 100 mil seria suficiente. “OK!! Por aí”, responde Rafael, que é então orientado por Cid a levar pessoas do Rio para Brasília, que a PF acredita ser a cidade do Rio de Janeiro. O diálogo foi descrito na decisão de Moraes que autorizou a operação .
Embora os diálogos falem sobre valores para a suposta trama, a PF não revelou, até o momento, se algum recurso realmente foi pago e utilizado.
Em nota, a defesa de Braga Netto disse que “reitera que o cliente não tinha conhecimento do documento que tratava de um suposto golpe e muito menos do planejamento do assassinato de alguém. Portanto, o General não coordenou nem aprovou nenhum plano nem disponibilizou recursos para ele.”
No dia 21 de novembro, a PF indiciou Braga Netto e em seu relatório apontou o ex-ministro como um dos organizadores do plano golpista para manter Bolsonaro no poder. Além das determinações feitas aos militares, Braga Netto seria, segundo os investigadores, o responsável por receber o planejamento operacional das ações das Forças Especiais para a execução do golpe.
A investigação da PF revelou ainda que o plano golpista pretendia criar um “Gabinete de Gestão de Crise”, que seria comandado por Braga Netto, como coordenador-geral, e pelo então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Augusto Heleno, que seria o chefe de gabinete. (AG)
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O Tenente Coronel Mauro Cid afirmou em depoimento que o General Braga Netto entregou dinheiro em caixas de vinho a “crianças negras” para financiar um golpe
14/12/2024
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