Senado encerra votação de projeto que estimula produção de hidrogênio verde

Senado encerra votação de projeto que estimula produção de hidrogênio verde


Quatro destaques do texto acabaram não sendo aprovados pelos senadores.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Quatro destaques do texto acabaram não sendo aprovados pelos senadores. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O Senado concluiu nesta quarta-feira (3) a votação dos destaques apresentados ao projeto de lei do marco legal do hidrogênio verde. Não houve alterações em relação ao texto-base do relator, senador Otto Alencar (PSD-BA), aprovado no plenário no mês passado, a não ser um ajuste de redação a pedido do próprio senador.

Foram quatro destaques apresentados no texto. Um deles tratou dos benefícios extras para a produção de hidrogênio verde em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). Esse trecho foi rejeitado pelos senadores.

Outra mudança negada foi em relação à legislação ambiental. O trecho facilitaria a solicitação de Licença Prévia solicitada por projetos de geração de energia elétrica, desde que 70% dessa energia fosse destinada à produção de hidrogênio verde. Também foi rejeitado pelos senadores.

Outros dois destaques acabaram sendo retirados ou considerados prejudicados pela ausência dos autores.

Com isso, o texto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde deverá ser novamente analisado, pois foi modificado pelos senadores.

A proposta cria incentivos fiscais para estimular a produção de hidrogênio verde e descarbonizar a matriz energética brasileira, por meio do Regime Especial de Incentivos à Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro).

Pelo texto, os créditos tributários serão concedidos de 2028 a 2032. Produtores de biocombustíveis, como o etanol, também poderão participar do Rehidro.

O projeto prevê ainda que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável por autorizar a produção, importação, transporte, exportação e armazenamento de hidrogênio. Somente empresas brasileiras sediadas no Brasil poderão produzir hidrogênio verde.