Ministro das Relações Institucionais diz que o governo atuará para que a pauta do Congresso não estimule a violência política


Alexandre Padilha afirmou que Congresso deveria focar na agenda econômica e social

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Alexandre Padilha afirmou que o Congresso deveria focar na agenda econômica e social. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal atuará para que a agenda de votação do Congresso Nacional não incentive a “beligerância” e a “violência política”.

“O governo entrará em campo para que a agenda da Câmara não sejam projetos que incitem a beligerância, incitem a violência política, projetos que foquem nos desafios econômicos e sociais do nosso país”, disse Padilha após reunião entre ministros e líderes do governo em no Congresso Nacional nesta segunda-feira (10), em Brasília.

“[O Congresso] deveríamos focar na agenda econômica e social, com divergência, com projetos de autores da oposição, da base, que é independente, mas concentrando nessa questão para que possamos diminuir esse grau de beligerância, de intolerância, que ficou explícito no passado semana, levou ao limite da agressão e impactou diretamente em um deputado que é um símbolo muito importante para a democracia do país, que acabou internado devido a esse clima”, disse Padilha em referência à deputada federal Luiza Erundina (PSOL- SP), internado após sessão tensa na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara que discutiu medida sobre identificação de pontos de tortura durante o regime militar.

Outras iniciativas em pauta no Congresso, como o projeto de lei que proíbe a ratificação de delações premiadas de presos, a proposta que equipara aborto a homicídio, aumentando a pena para 20 anos, e um projeto que poderia privatizar áreas de acesso às praias estão vindo causando alvoroço entre os parlamentares.

Padilha, que é ministro da articulação política do governo Lula, pediu que, pelo menos até o dia 17 de julho, quando o Congresso Nacional entrará em recesso e a agenda ficará estagnada devido às eleições municipais, o Parlamento se concentre nas agendas já em andamento. progresso, como o Programa Mover, que trata da mobilidade verde e da inovação; o programa Acreditar, que proporciona acesso ao crédito para pessoas de baixa renda; e a regulamentação da reforma fiscal, bem como outras questões económicas e sociais.