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A Editorial Sul
| 6 de dezembro de 2024
Nova portaria só permite interação síncrona na pós-graduação stricto sensu. (Foto: Agência Brasil)
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deverá publicar na próxima semana uma nova portaria regulamentando o ensino híbrido na pós-graduação no país. A nova regra vai proibir aulas assíncronas nos cursos de mestrado e doutorado, ou seja, aquelas que são gravadas e assistidas pelos alunos a qualquer momento.
“O Brasil não pode continuar vendendo diplomas. Ministrar um curso com aulas gravadas sem a presença de nenhum professor, sem que haja qualquer tipo de interação síncrona”, afirmou a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, referindo-se ao que acontece frequentemente nos cursos de graduação do país.
“Na pós-graduação é ainda mais difícil, porque é preciso um produto final, original, e é muito difícil ter um único aluno nas aulas.” A Capes é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
A regra permitirá, no entanto, o ensino híbrido no modelo presencial, com aulas síncronas, com interação com o professor ou orientador – realizado por meio de ferramentas como Google Meet, Zoom, etc. créditos.
Quanto aos assíncronos, não. “O professor pode até gravar e disponibilizar para o aluno assistir quantas vezes quiser, mas não pode contar na carga horária”, explica Denise, que já foi reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). .
Segundo ela, a portaria não vai determinar o número de aulas que poderão ser cursadas com recurso à tecnologia. Para Denise, os programas de pós-graduação híbridos, com aulas síncronas, devem ser uma tendência crescente no país com a popularização das ferramentas tecnológicas, o que não é um problema “principalmente para quem não tem muito trabalho de campo experimental”.
Educação a distância
O país possui atualmente apenas um curso de pós-graduação stricto sensu em educação a distância aprovado, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio (Cefet-RJ). Uma das exigências é que 40% das atividades sejam presenciais, incluindo orientações, pesquisas e aulas.
Na graduação, em 20 anos, o número de alunos passou de cerca de 50 mil para quase 5 milhões – concentrados nos maiores grupos privados de ensino superior e grande parte nos cursos de bacharelado.
Este ano, o MEC proibiu a abertura de polos, a autorização de novos cursos e a ampliação de vagas nas formações existentes até 2025.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ministério quer regulamentar uma nova modalidade de ensino no país: o ensino semipresencial. A proposta prevê que esses cursos incluam, além do ensino presencial e a distância, videoaulas ao vivo, com turmas de até 50 alunos.
A medida faz parte das mudanças previstas pelo MEC no âmbito do ensino a distância na graduação, que devem ser anunciadas em dezembro. O ministério afirma ter desenhado o plano com base em ampla escuta do setor.
A proposta também inclui a obrigatoriedade de realização de provas presenciais a cada 10 semanas em cursos a distância.
A nova regra divide opiniões no setor privado, principal responsável pela oferta de EAD. Parte do setor considera as medidas um retrocesso, pois “sufocam” o esporte. Outros representantes consideram as mudanças positivas, pois trazem ordem a um mercado que estava desordenado. (Estadão Conteúdo)
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