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A Editorial Sul
| 9 de dezembro de 2024
O endividamento aumentou ligeiramente em novembro, atingindo 77% das famílias brasileiras.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O endividamento aumentou ligeiramente em novembro, atingindo 77% das famílias brasileiras. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Cerca de 21% dos brasileiros buscaram empréstimos para quitar dívidas no último ano, revela pesquisa realizada pela Creditas, plataforma financeira digital, em parceria com a Opinion Box. Segundo a pesquisa, o pagamento das contas domésticas (20%) e as despesas inesperadas (17%) também foram fatores relevantes para a obtenção de crédito.
Entre as principais modalidades de crédito solicitadas no período estão cartões (53%), crédito pessoal (22%) e crédito consignado (17%). O estudo mostra que 77% dos entrevistados que solicitaram empréstimos tiveram acesso ao crédito a maior parte ou todo o tempo.
“Com exceção do crédito consignado, os dados mostram que a população utiliza o crédito como forma de organizar sua vida financeira, e muitas vezes acaba optando por modalidades que possuem altas taxas de juros e prazos de pagamento curtos”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro do Créditos.
O estudo também aponta mudanças na forma como os brasileiros solicitam crédito. Cerca de 37% dos entrevistados afirmaram utilizar bancos digitais, enquanto 36% procuraram instituições tradicionais online e 34% preferiram dirigir-se a uma agência bancária.
A pesquisa também mostrou que os brasileiros não procuram se aprofundar nas opções na hora de decidir contratar um empréstimo. Mais da metade dos entrevistados (56%) responderam pesquisando crédito em até duas instituições antes de escolher a opção mais conveniente, enquanto 26% olharam para três e 17% para quatro ou mais.
Para entender a relação dos brasileiros com o crédito e as principais motivações para seu uso, a pesquisa foi realizada a partir de respostas de 1.506 pessoas maiores de 18 anos, de diferentes classes sociais e regiões do país.
Dívida
O endividamento subiu ligeiramente em novembro, atingindo 77% das famílias, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No mesmo período de 2023, as taxas de inadimplência ficaram em 76,6%.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de novembro mostra que o número de famílias que declaram dívidas pendentes atingiu o patamar de 29,4%, um aumento de 0,4% em relação a novembro de 2023. O número de consumidores que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas aumentou para 12,9%. Em novembro do ano passado esse percentual era de 12,5%.
Apesar do crescimento, o percentual de pessoas que se consideram “muito endividadas” caiu para 15,2%, o menor nível desde novembro de 2021. Fabio Bentes, economista-chefe interino da CNC, diz que os dados apontam para uma dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento em últimos meses.
“O cenário é curioso, já que o mercado de trabalho tem apresentado bons números, com a taxa de desemprego abaixo de 6%”, explica.
O economista destaca que a investigação aponta para um aumento dos gastos das famílias com serviços, sobretudo apostas, o que pode ser parte da razão da pressão sobre os orçamentos familiares. A CNC projecta que a dívida continue a crescer em Dezembro, impulsionada pelas compras de Natal, com as taxas de incumprimento a manterem-se estáveis, dado o ajustamento das famílias ao cenário de taxas de juro elevadas.
Entre as famílias com menor renda (0 a 3 salários mínimos), o endividamento aumentou para 81,1%, a maior taxa entre todos os grupos. Estas famílias também registaram a maior percentagem de incumprimentos, com 37,5% a reportar dívidas pendentes e 18,5% a dizer que não conseguiram saldar as suas dívidas.
As famílias com rendimentos superiores a 10 salários mínimos reduziram o seu endividamento para 66,7%, sendo que 14,6% declararam dívidas em atraso e apenas 5% afirmaram não ter condições de pagá-las.
O comprometimento médio da renda com a dívida foi de 29,8% em novembro, uma leve queda em relação a outubro deste ano. Além disso, o percentual de consumidores com mais da metade da renda comprometida caiu para 20,3%, o menor índice desde agosto de 2024.
“A recuperação do consumo depende de uma gestão responsável do crédito. Apesar de um ligeiro aumento do endividamento, o impacto na renda mensal diminuiu, refletindo o esforço das famílias em manterem as contas equilibradas mesmo diante das adversidades econômicas”, avalia Bentes.
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Mais de 20% dos brasileiros recorrem a empréstimos para pagar dívidas, mostra estudo
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