Leilão de câmeras corporais de São Paulo é vencido pela Motorola



SÃO PAULO-SP – A Motorola venceu o leilão eletrônico aberto pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicana) para aquisição de câmeras corporais para a Polícia Militar.

O leilão aberto na manhã desta segunda-feira (6/10) contou com a participação de 14 empresas. Segundo o governo, o valor do primeiro lugar é 30% inferior ao previsto pela PM. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a proposta aprovada representa um gasto estimado de R$ 4,3 milhões por mês, 54% menor que os contratos atuais, de responsabilidade da Axon.

Vencer o leilão, porém, não significa que a empresa esteja preparada para ter seus equipamentos acoplados aos uniformes do PM. Agora, a Motorola Solutions Ltda deve passar por uma série de procedimentos, como apresentação de documentos para qualificação e análise de amostras.

O edital divulgado no final do mês passado prevê a contratação de 12 mil câmeras, que, entre as especificações, devem permitir que o policial registre intencionalmente uma ocorrência ou que uma central da PM acione a gravação remotamente. As câmeras devem ser equipadas com tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas.

Atualmente, as câmeras gravam ininterruptamente. Apesar da mudança, a direção de Tarcísio afirma que o acionamento será obrigatório. Segundo o governo, a mudança de formato permite maior gestão operacional e eficiência do sistema.

“Tivemos muita concorrência e uma redução significativa no custo da câmera. Agora vamos para a segunda fase, que é a prova de conceito, na qual será verificado se o equipamento da empresa vencedora atende tudo o que está especificado no aviso prévio”, disse Tarcísio em entrevista coletiva pela manhã.

O pesquisador do Centro de Estudos da Violência da USP Daniel Edler diz que, inicialmente, faz uma avaliação positiva do resultado do concurso. “A Motorola é uma das principais empresas do mercado, tem experiência no fornecimento de câmeras corporais em diversas partes do mundo e tem capacidade técnica para prestar o serviço a uma força policial como a de São Paulo.”

Ele ressaltou, porém, que é preciso esperar o desenrolar do processo.

“É comum que outras empresas levem (a disputa) à Justiça, dizendo que o vencedor não cumpre um detalhe de algum requisito ou algo parecido. Então, ainda é cedo para dizer que será a Motorola. mencionar o que ainda está Pode mudar após decisão do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do STF. Ele poderá solicitar alterações no que estava no edital para que a Polícia Militar mantenha a gravação rotineira, altere os horários de armazenamento, crie um modo de gravação automatizado ou coisas assim. assim. Isso representa alterações no edital e alterações no contrato futuro”, acrescentou.

Nesta segunda-feira, Barroso determinou que o Governo de São Paulo siga as orientações do governo Lula para instalação de câmeras corporais na delegacia paulista.

No final de junho, a Defensoria Pública de São Paulo e a Conectas Direitos Humanos, que assinou a ação que tramita no STF, alertaram o ministro que o edital paulista para compra de câmeras distorceu o uso do equipamento ao deixar fica a critério do próprio Estado. PM quando e como as ações seriam registradas.

Segundo especialistas, o modelo pode aumentar o uso da força de forma indiscriminada e descontrolada, dificultar a obtenção de provas para investigações e reduzir a segurança jurídica de policiais que possam ter suas ações questionadas.

Na decisão divulgada nesta segunda-feira, Barroso diz entender que, formalmente, o novo edital lançado pelo estado de São Paulo está alinhado à portaria do Ministério da Justiça, já que há uma funcionalidade que fará com que a câmera seja acionada automaticamente em caso de um tiro. ou no local do incidente.

O magistrado é relator de ação sobre utilização de equipamentos em operações policiais no estado.

No final de maio, o Ministério da Justiça divulgou diretrizes para orientar o uso de câmeras corporais por policiais em todo o país. O ministério deixou a cargo dos governos estaduais a definição de qual modelo de registro adotar. Mas ele listou 16 situações em que o agente seria obrigado a acionar as câmeras para registrar suas ações.

Terão de ser utilizados, por exemplo, “em patrulhamentos preventivos e conspícuos ou na execução de procedimentos de rotina em que tenham ocorrido ou possam ocorrer detenções, atos de violência, lesões corporais ou morte”. Na opinião de técnicos do Ministério da Justiça, isso abrange a totalidade das funções do PM, e os equipamentos deverão permanecer ligados praticamente durante toda a jornada de trabalho dos policiais.



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