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A Editorial Sul
| 12 de dezembro de 2024
Como e onde a gordura será acumulada depende de fatores hormonais, genéticos e de estilo de vida.
Foto: Reprodução
Como e onde a gordura será acumulada depende de fatores hormonais, genéticos e de estilo de vida. (Foto: Reprodução)
Perder aquela “barriguinha” insistente é um dos objetivos mais almejados pelos brasileiros com a chegada do verão. Mas o acúmulo de gordura abdominal vai além de uma questão estética: pode trazer impactos significativos à saúde, aumentando o risco de doenças cardíacas e metabólicas, como hipertensão e diabetes.
Existem dois tipos diferentes de gordura que se alojam na região:
Gordura subcutânea: É a gordura localizada logo abaixo da pele e está presente em diversas partes do corpo, como coxas, braços e também na região abdominal. Embora não esteja diretamente associado a problemas graves de saúde, o excesso de peso pode contribuir para o aumento do peso corporal e o aparecimento do que muitos chamam de “pochetes”.
Gordura visceral: É a gordura localizada entre os órgãos internos, como fígado, pâncreas e intestinos. Ao contrário da gordura subcutânea, está ligada ao desenvolvimento de doenças metabólicas, como hipertensão e diabetes tipo 2. Forma uma “barriga dura”, ou o que comumente se chama de “barriga de cerveja”, que não se dobra como a gordura subcutânea e é mais difícil de perder.
Como e onde a gordura será acumulada depende de fatores hormonais, genéticos e de estilo de vida.
“Tem famílias que acumulam gordura no corpo todo e outras que acumulam predominantemente na região central. E os hormônios femininos, por exemplo, promovem um formato com mais quadris e coxas, protegendo um pouco da gordura visceral”, explicou Maria Edna de Melo, endocrinologista do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
“Mas um vilão amplamente reconhecido é o álcool. O consumo de álcool provoca uma alteração na distribuição de gordura, aumentando o acúmulo central.”
Como perder gordura da barriga?
Nosso corpo acumula gordura quando consumimos mais calorias do que podemos gastar no dia a dia, explica a especialista. Esse excedente de calorias é armazenado e, dependendo da predisposição genética ou hormonal de cada pessoa, a barriga passa a ser o principal “depósito”.
Para perder gordura da barriga, você precisa seguir o caminho recomendado e consumir menos calorias do que queima, criando o chamado déficit calórico.
“Para isso, é importante estar atento, principalmente à alimentação. Controle o estímulo, ou seja, evite ficar exposto a alimentos ultraprocessados e açúcar. Se tiver comida, acabamos comendo”, diz Maria Edna de Melo.
Mitos e verdades
“É mais difícil perder peso na barriga do que em outras áreas”
Na verdade, não é bem assim. Embora a gordura abdominal seja considerada mais prejudicial à saúde do que a gordura distribuída pelo corpo, ela tende a ser reduzida mais rapidamente durante o processo de emagrecimento.
“Quando emagrecemos, a gordura abdominal é a primeira a ser eliminada porque tem uma atividade lipolítica (processo de quebra de lipídios ou gorduras do corpo) maior e mais sensível do que aquela concentrada em regiões como coxas ou quadris”, explica Maria Edna de Melo, do HC.
“É possível prever quando vou perder a barriga”
Desconfie de dietas milagrosas que prometem o desaparecimento quase instantâneo da gordura abdominal. Na verdade, cada indivíduo responde de maneira diferente à perda de peso.
“Vai depender muito, por exemplo, de como a pessoa está se alimentando, se ela tem um valor basal mais alto [capacidade maior de queimar calorias em repouso] e, claro, o peso inicial. Para uma pessoa que perde 100kg, perder 7kg é uma coisa. Para quem pesa 70 kg, 7 kg é 10% do seu peso, é muito diferente e mais difícil”, explica o especialista.
“Sono ruim engorda”
A privação do sono pode contribuir para o ganho de peso, alterando os ritmos hormonais do corpo.
“Por exemplo, quem sofre de apneia do sono, condição frequentemente associada ao aumento da gordura visceral, tende a apresentar níveis elevados de cortisol. O cortisol, conhecido como hormônio do estresse, favorece o acúmulo de gordura, principalmente na região visceral”, finaliza a endocrinologista. (AG)
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Incomodado com os “pneus do amor”? Veja mitos e verdades sobre a gordura abdominal e como combatê-la
12/12/2024
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