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A Editorial Sul
| 10 de dezembro de 2024
A vítima era uma criança de 1 ano e 3 meses, moradora do Ceará.
Foto: Kateryna Kon/Science Photo Library
A vítima era uma criança de 1 ano e 3 meses, moradora do Ceará. (Foto: Kateryna Kon/Biblioteca de Fotos Científicas)
O Estado do Ceará registrou um caso raro de meningoencefalite amebiana, doença causada por Naegleria fowleri – conhecida como “ameba comedora de cérebro”. A vítima era uma criança de 1 ano e 3 meses, de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza. Ela faleceu em 19 de setembro de 2024, sete dias após o início dos sintomas.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde do Ceará, que continuam monitorando a situação na região. O secretário executivo de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Ceará e médico em saúde pública, Antonio Lima Neto (Tanta), explicou que o caso foi confirmado do ponto de vista técnico.
“O laudo laboratorial concluiu que o quadro é compatível com o diagnóstico, considerando aspectos laboratoriais, clínicos e epidemiológicos nos exames realizados”, explicou o especialista.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o único relato na literatura científica sobre o caso de meningoencefalite amebiana em humanos causada por Naegleria fowleri ocorreu em 1975, no Estado de São Paulo. Com a confirmação do caso, Antonio Lima Neto explica que a ficha de Caucaia foi encaminhada ao Ministério da Saúde.
“Os laudos do Laboratório de Referência da Água (classificação das espécies) e do bebê (classificação das espécies e sequenciamento genômico) já confirmaram o fato. Além do estudo histológico de lâminas de tecido cerebral”, explica.
Segundo a secretária executiva, o diagnóstico só foi possível porque a família permitiu a análise da autópsia da criança. O processo de investigação envolve a participação de diversos órgãos da Secretaria de Vigilância em Saúde, como o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (LACEN-CE) e as Vigilâncias Epidemiológica, Ambiental e Sanitária. , além do Instituto Adolfo Lutz, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
Entender
No dia 12 de setembro, a criança foi atendida no posto de saúde de Caucaia (CE) e encaminhada para uma UPA da região. O caso foi inicialmente tratado como uma infecção viral comum, mas rapidamente evoluiu para sintomas neurológicos graves, levando os médicos a suspeitar de meningoencefalite amebiana.
A análise da necropsia e os exames histopatológicos indicaram que a causa da infecção foi Naegleria fowleri, o que foi posteriormente confirmado por exames laboratoriais realizados no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, a infecção ocorre por via nasal, sendo mais comum durante o mergulho. Em todo o mundo, os casos de infecção envolvem frequentemente pessoas expostas a lagos, lagoas e outras massas de água.
No caso de Caucaia, a suspeita é de que a criança tenha sido infectada durante um banho em casa. O Ministério da Saúde informou que, assim que a suspeita foi levantada, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Ceará (CIEVS/CE) realizou reuniões com o líder do assentamento sem rede de esgoto onde a criança morava e com a comunidade fornecer orientações e recomendações para desinfecção do reservatório de água que abastece a comunidade.
“A forma como a água é fornecida foi modificada, a cloração e a filtração foram melhoradas”, reforça o secretário executivo.
Para tranquilizar a população local, Antonio Lima explicou que o caso é um evento sanitário incomum, ou seja, um caso raro para a ciência.
“Parece ser um caso isolado. Provavelmente, a água que passava por um reservatório era aquecida naturalmente pelo sol. Isso pode ter favorecido essa reprodução”, explica.
Naegleria fowleri é uma ameba de vida livre que habita ambientes aquáticos, principalmente em águas quentes como lagoas, rios, represas e fontes termais. A infecção ocorre quando água contaminada entra nas narinas, geralmente durante atividades como mergulho, e a ameba migra através do nervo olfativo para o cérebro, causando inflamação e destruição cerebral.
A doença, conhecida como meningoencefalite amebiana primária (PAM), é extremamente rara, mas tem letalidade de 97%, com poucos casos documentados de sobrevivência, segundo Antonio Lima Neto. O Ministério da Saúde reforça que a Naegleria fowleri não é transmitida pela ingestão de água contaminada e não pode ser transmitida de pessoa para pessoa. As informações são do portal de notícias CNN Brasil.
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Governo brasileiro confirma morte de criança por “ameba comedora de cérebro”
10/12/2024
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