Colocar
A Editorial Sul
| 16 de agosto de 2024
O mecanismo é utilizado por deputados e senadores para destinar recursos aos seus redutos eleitorais. (Foto: Divulgação)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu o
Quarta-feira (14), as alterações obrigatórias no Orçamento da União. O mecanismo é utilizado por deputados e senadores para destinar recursos aos seus redutos eleitorais. Porém, por decisão de Dino, o repasse fica suspenso até que o Congresso crie novas regras para garantir mais meios de monitoramento e transparência dos recursos.
A decisão de Dino pegou os parlamentares de surpresa e pode levar a um
A “contraofensiva” do Legislativo, com a votação de projetos relacionados ao membro do STF, também exigiu a criação de diretrizes para o
suspensão do orçamento secreto, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, além de restrições aos repasses por meio das chamadas “emendas Pix”.
Regras
No dia 1º de agosto, Dino marcou audiência de conciliação para tratar do
“cumprimento integral” da decisão do STF que derrubou o orçamento secreto. O ministro convocou a audiência porque, mesmo com decisão do Tribunal de que
pôr fim à prática em dezembro de 2022, o orçamento secreto acabou
repetida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), através da execução
dos chamados “restos a pagar” das alterações do relator – através da execução
do “ativo” de R$ 9,85 bilhões do orçamento secreto ao longo de 2023 – e o
Alterações da Comissão.
São fundos indicados pelas comissões temáticas da Câmara e do Senado, mas sofrem do mesmo problema das emendas do relator – o “patrocínio” dos fundos é feito de forma informal, sem que se saiba qual parlamentar é responsável por qual indicação.
Presidida por Dino a reunião contou com a presença de Paulo Gonet
Procurador-Geral da República; Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU); Jorge Messias, procurador-geral da União; os titulares dos Gabinetes de Advocacia da Câmara e do Senado; e o advogado do PSOL, responsável pela ação que culminou no banimento do orçamento secreto.
A audiência terminou com um consenso entre os participantes de que o
As informações sobre emendas parlamentares deverão ser centralizadas em um único canal. Os dados que deverão ser disponibilizados deverão incluir quem indicou o aditivo e a destinação dos recursos.
Houve também a proibição de um parlamentar destinar suas emendas a um Estado para o qual não foi eleito. Dino também solicitou auditoria nas cidades que mais receberam recursos por meio de emendas ao Orçamento, além de exigir prestação de contas das ONGs que recebem recursos por esses meios.
Alterações Pix
No início de agosto, Dino também restringiu, a pedido da PGR, o compromisso
deliberadas “alterações do Pix”. Este é um mecanismo que permite transferir
recursos do Orçamento da União com maior agilidade aos Estados e municípios. A “emenda Pix”, porém, carece de meios de transparência e fiscalização.
É possível saber qual deputado fez o repasse, mas não o local para onde os recursos foram destinados. Além disso, no destino, o dinheiro pode ser usado
livremente pelo governador ou prefeito, sem vínculo com programas federais, o que compromete o planejamento de recursos e prejudica a fiscalização. Desde 2020, o mecanismo somou R$ 20,7 bilhões e bateu recorde em 2024, ano das eleições municipais.
Dino aceitou as considerações de Paulo Gonet e determinou transparência e
rastreabilidade dos “alterações Pix” como condições de pagamento de
recursos. Até que estes critérios sejam atendidos, o pagamento deste tipo de
a transferência está suspensa. A decisão monocrática foi submetida ao plenário do
Supremo Tribunal Federal, onde a questão deverá ser julgada ainda este mês.
Suspensão
Na quarta-feira, Dino suspendeu todos os tipos de alterações obrigatórias até
parâmetros são criados para garantir “eficiência, transparência e
rastreabilidade” das transferências. A medida inclui as alterações “pix”, o
emendas individuais e emendas de bancada estadual.
As alterações da comissão, que não são obrigatórias – isto é, não precisam de ser
devem ser pagos pelo governo federal – são o único tipo de emenda
parlamentar não se afetou pela decisão de Dino.
“Não é compatível com a Constituição Federal implementar alterações no
Orçamento que não atenda a critérios técnicos de eficiência, transparência e rastreabilidade, evitando-se qualquer interpretação que dê caráter absoluto à imposição de emendas parlamentares”, afirmou Dino no despacho, que pegou o Congresso de surpresa.
Em resposta, deputados federais e senadores já preparam um pacote de
retaliação contra o Judiciário. O primeiro ato da contraofensiva foi a rejeição de uma medida provisória (MP) que previa uma recomposição orçamentária de R$ 1,3 bilhão para o Poder Judiciário e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Voltar para todas as políticas
Entenda as decisões do ministro Flávio Dino sobre emendas que provocaram retaliação no Congresso
16/08/2024
empréstimo consignado para aposentado
emprestimo consignado para aposentado
cartão consignado
app picpay
empréstimos bpc
emprestimo aposentado do inss
simular empréstimo consignado
emprestimos consignados simulação
empréstimo no picpay