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A Editorial Sul
| 6 de dezembro de 2024
Os dados são de um dos recentes levantamentos realizados pela rede MapBiomas
Foto: Wenderson Araújo/CNA
Os dados são de um dos recentes levantamentos realizados pela rede MapBiomas. (Foto: Wenderson Araújo/CNA)
Em 1985, a área ocupada pelas plantações de soja era de 4,4 milhões de hectares e, em 2023, já havia atingido quase 40 milhões de hectares, o que corresponde ao tamanho do Paraguai e a 14% de toda a área agrícola do Brasil. . Nos primeiros anos de análise, de 1985 a 2008, eram 18 milhões de hectares, dos quais um terço (30%) consumiu áreas de vegetação nativa (5,7 milhões de hectares) e 5 milhões de hectares (26%) resultaram de um processo de conversão pastagens para soja. Os dados são de um dos recentes levantamentos realizados pela rede MapBiomas, divulgado nesta sexta-feira (6).
No segundo período de análise, os números referentes à expansão da soja mudaram. De 2009 a 2023, a produção de grãos expandiu mais de 17 milhões de hectares, dos quais 6,1 milhões de hectares (36%) vieram de conversão de pastagens e 2,8 milhões de hectares (15%) eram anteriormente espaços de vegetação nativa.
Os especialistas responsáveis pela interpretação do que foi coletado no mapeamento apontam que, de 1985 a 2023, a área ocupada por culturas temporárias, como soja, além de cana-de-açúcar, arroz e algodão, aumentou 3,3 vezes, passando de 18 milhões a 60 milhões de hectares.
No ano passado, o bioma onde mais cresceu a soja foi o Cerrado (19,3 milhões de hectares). Em seguida vêm a Mata Atlântica (10,3 milhões de hectares) e a Amazônia (5,9 milhões de hectares). Pesquisadores do MapBiomas destacam que o Pampa é o bioma com maior área proporcional em relação ao seu território, com mais de um quinto (21%) ocupado pela monocultura da soja (4 milhões de hectares).
Eliseu Weber, um dos pesquisadores agrícolas do MapBiomas, comenta que a soja é preferida à pecuária porque produz resultados mais rapidamente. É aí que reside o elemento económico que justifica os empresários investirem em mercadorias. “Além disso, há um componente político, que é a falta de ações de conservação para essas fisionomias tão raras no Brasil. O Pampa representa 2,5% do país e dois terços já se foram”, afirma.
O novo relatório do MapBiomas indica ainda que as pastagens cobrem aproximadamente 164 milhões de hectares, o equivalente a 60% da área agrícola do país. O número de hectares hoje resulta de um aumento de 79% em relação aos 92 milhões de hectares de 1985.
Conforme observam os pesquisadores, a pastagem é atualmente o principal uso antrópico do território brasileiro. Antrópico é um termo utilizado para designar algo que foi modificado pela ação humana. Ao todo, 59 milhões de hectares (36%) de pastagens brasileiras estão na Amazônia, bioma que já perdeu 14% de sua área para esse fim.
No Cerrado foram registrados 51 milhões de hectares (31%), onde as pastagens representam 26% do bioma. Juntos, a Amazônia e o Cerrado foram os biomas escolhidos para a instalação de dois terços (67%) das pastagens brasileiras.
Os biomas com maior área proporcional de pastagens são Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, com 23 milhões de hectares (27% do bioma), 51 milhões de hectares (26% do bioma) e 29 milhões de hectares (26% do bioma), respectivamente. O MapBiomas destaca que a maioria (84%) das áreas de pastagem da Mata Atlântica existe há mais de 30 anos. No caso do Cerrado, 72% das áreas de pastagens utilizadas até hoje foram abertas há mais de 20 anos. As informações são do portal de notícias Agência Brasil.
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Em 40 anos, área destinada à soja cresce nove vezes no país
06/12/2024
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