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A Editorial Sul
| 8 de dezembro de 2024
O câmbio desfavorável se reflete principalmente em hospedagem, passeios e alimentação, que ficam mais caros. (Foto: Reprodução)
A cotação do dólar no Brasil disparou este ano. No início de janeiro, a moeda americana estava cotada a R$ 4,89 e chegou a R$ 6,07 na última sexta-feira (6), alta de 25,06% no ano. A notícia é ruim para quem tem viagem ao exterior planejada ou se preparava para fazê-la durante as férias de final de ano.
Por exemplo, os planos da advogada Carla Arruda, de Brasília, mudaram e ela achou melhor esperar. Todo ano ela gosta de ir ao Canadá esquiar. Mas desta vez ele trocará seu destino por outro dentro do Brasil. “É muito caro, prefiro esperar um pouco para ver como vai e planejar tudo com menos incertezas”, afirma.
Sem impacto
As agências de viagens afirmam que, até agora, a valorização do dólar foi pouco sentida. “Ninguém abre mão de viajar”, afirma Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur, rede de 32 agências de viagens.
Segundo ele, o câmbio desfavorável se reflete principalmente em hospedagem, passeios e alimentação, que são mais caros. Os hotéis, por exemplo, são pagos com base no câmbio turístico, que é cerca de 6% superior ao câmbio comercial. Na sexta-feira, por exemplo, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 6,07, enquanto o turismo foi vendido a R$ 6,32. Analistas de mercado afirmam que a moeda deve permanecer em torno deste valor pelo menos nos primeiros meses do próximo ano.
No caso das passagens aéreas, segundo ele, o reflexo é um pouco diferente, pois utilizam o chamado “dólar Iata”, que é a cotação da Associação Internacional de Transporte Aéreo, muito parecida com o dólar comercial.
Além disso, diz Leone, o preço dos ingressos deu uma trégua. “Estou nesse ramo desde 1981 e, se você me perguntar qual é o real valor de uma passagem São Paulo-Miami, ou para qualquer outro destino, eu não sei. Só sei que, quando o dólar sobe muito, as companhias aéreas conseguem compensar esse aumento baixando os preços”, afirma. Esse trecho, segundo ele, já custou US$ 1 mil e no início desta semana custava US$ 650. “Os preços variam dependendo do dia e hora.”
“Depois da pandemia, os preços das passagens aéreas subiram muito. Mas um ou outro destino já apresenta alguma melhora”, afirma Jota Marincek, dono da agência Venturas, especialista em turismo ecológico em São Paulo. Ele conta que neste ano, apesar da alta do dólar, já vendeu 15% a mais que em 2023. “E não tive desistências com essa alta recente do dólar.”
Na Agaxtur aconteceu a mesma coisa. Só na Black Friday, última semana de novembro, as vendas cresceram 45% em relação ao ano passado. “Se o dólar subir de R$ 5,40 para R$ 6, as pessoas ainda absorvem a diferença porque a vontade de viajar é maior”, diz Leone.
No interior de São Paulo, a Trilhas Turismo, de Campinas, também diz que não teve nenhum cancelamento e que, pelo contrário, já há clientes comprando viagens para outubro e novembro do próximo ano. “O que acontece é que não vemos mais aqueles viajantes com menor poder aquisitivo, que iam viajar pela primeira vez para o exterior. Mas quem tinha maior poder aquisitivo voltou com força”, diz Ricardo Pereira, que está na agência há 28 anos. Esse cliente mais rico, segundo ele, no máximo faz alguns ajustes na viagem, para gastar um pouco menos, trocando a hospedagem por uma de menor custo.
Boas dicas
Viajantes regulares, porém, têm algumas dicas para continuar viajando pelo mundo e economizando, mesmo com o dólar em patamar mais elevado. Luiz Thadeu Nunes, do Maranhão, já visitou 151 países após cinco anos se recuperando de um acidente em 2003. Só neste ano, ele viajou para Havaí, Chile, Argentina, Holanda, China e Estados Unidos. Para o próximo ano, Portugal e países africanos estão nos planos. O primeiro deve ser Moçambique. “O segredo é sempre comprar dólar aos poucos, nos dias em que o câmbio está baixo”, diz.
Os profissionais do turismo também recomendam esta prática. A melhor forma de fazer isso é por meio de cartões pré-pagos, que pagam menos impostos, segundo Pereira, da Trilhas. “E manter esses dólares numa conta global”, afirma André Galhardo, consultor económico da plataforma de transferências internacionais Remessa Online. Para ele, pelo menos nos próximos meses, o dólar deve ficar na casa dos R$ 6. (Estadão Conteúdo)
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Alta do dólar frustra planos de viagem de turistas brasileiros
08/12/2024
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